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País cria 529,5 mil vagas em 2018 após três anos no vermelho

Resultado foi puxado pelo setor de serviços; em dezembro, porém, houve o fechamento de 334,4 mil postos de trabalho, aponta Caged

23 jan 2019
09h58
atualizado às 11h09
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BRASÍLIA - O mercado de trabalho brasileiro criou 559.554 empregos com carteira assinada em 2018, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quarta-feira, 20, pelo Ministério da Economia. O primeiro resultado positivo anual depois de três anos de retração no emprego também é o melhor desempenho desde 2013, quando foram gerados 1,138 milhão empregos na série com ajustes.

Em 2015, foram fechadas 1,534 milhão de vagas formais. Em 2016, a perda de empregos com carteira assinada foi de 1,326 milhão. Em 2017, houve retração de 11.964 postos de trabalho.

País não gerava saldo positivo em vagas formais havia três anos
País não gerava saldo positivo em vagas formais havia três anos
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil / Estadão Conteúdo

Em dezembro de 2018, porém, houve o fechamento líquido de 334.462 vagas com carteira assinada, como é comum para o último mês do ano. O desempenho interrompeu uma sequência de 11 meses seguidos de criação de empregos formais, de acordo com a série histórica com ajuste sazonal. O saldo de dezembro decorre de 961.145 admissões e 1,295 milhão de demissões. Em dezembro de 2017, o fechamento de vagas havia chegado a 328.539, na série sem ajustes.

Setores

O resultado anual foi puxado pelo setor de serviços, que gerou 398.603 postos formais em 2018, e pelo comércio, que abriu 102.007 novas vagas com carteira assinada. Em seguida, a construção civil abriu 17.957 vagas.

Também tiveram saldo positivo no ano serviços industriais de utilidade pública (7.849 postos), agropecuária (3.245 postos), indústria de transformação (2.610 postos) e extrativa mineral (1.473 posto). Já a administração pública fechou 4.190 vagas no ano passado.

Por outro lado, apenas o comércio teve desempenho positivo em dezembro, com a abertura de 19.643 vagas. O resultado negativo no mês foi influenciado pelo saldo da indústria de transformação, que fechou 118.053 postos no mês, seguido pelos serviços, que fecharam 117.411 vagas. Na construção civil, a perda foi de 51.576 postos e, na agropecuária, a retração foi de 47.629 vagas.

Também tiveram saldo negativo em dezembro a administração pública (-16.999 postos), serviços industriais de utilidade pública, (-1.406 postos) e extrativa mineral.

Quase 6 mil vagas de trabalho intermitente foram criadas em dezembro. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) indicam que o último mês de 2018 terminou com a criação líquida de 5.887 empregos com contrato intermitente e o fechamento de outras 2.266 vagas pelo sistema de jornada parcial. As duas novas modalidades foram criadas pela Reforma Trabalhista.

Emprego intermitente

De acordo com os dados do Ministério do Economia, o emprego intermitente registrou criação total de 8.968 postos ao mesmo tempo em que houve fechamento de 3.081 vagas. Por setor, o comércio liderou no mês e registrou saldo positivo de 2.742 empregos intermitentes. Em seguida, aparecem serviços (1.556 empregos), construção civil (859 empregos) e a indústria da transformação (598 empregos).

O Caged informou ainda que houve 14.153 desligamentos por acordo no mês de dezembro.

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Estadão

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