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Após perdas recentes, bolsas europeias buscam recuperação à espera do BCE

24 jan 2019
08h19
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As bolsas europeias operam majoritariamente em alta na manhã desta quinta-feira, tentando se recuperar de perdas em pregões recentes, à espera da decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) e da coletiva de imprensa com o presidente da instituição, Mario Draghi, e também de olho nos desdobramentos da relação comercial entre Estados Unidos e China. Já no mercado cambial, o euro foi às mínimas do dia após números decepcionantes sobre a atividade econômica da zona do euro.

Nesta manhã, às 10h45 (de Brasília), o BCE deverá anunciar a manutenção de seus estímulos monetários, segundo analistas. O foco dos investidores se voltará, então, para Draghi, que, a partir das 11h30 comentará sobre a decisão e deverá avaliar os sinais recentes de enfraquecimento da economia do bloco que compartilha o euro.

A última evidência veio mais cedo, quando a IHS Markit divulgou o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da zona do euro, que caiu de 51,1 em dezembro a 50,7 em janeiro, atingindo o menor nível em 66 meses. A leitura acima da marca de 50 indica expansão de atividade, mas em ritmo mais fraco. Além disso, o resultado frustrou analistas consultados pela Dow Jones Newswires, que previam alta do indicador a 51,5.

Em reação ao PMI decepcionante, o euro ampliou perdas, chegando a ser negociado a US$ 1,1340 na mínima do dia.

Também continuam no radar o andamento das negociações comerciais entre Washington e Pequim e a questão do Brexit.

Nesta madrugada, o Ministério de Comércio da China confirmou que o vice-primeiro-ministro do país, Liu He, visitará os EUA nos próximos dias 30 e 31 para retomar negociações comerciais "de alto nível". O ministério também negou - como já havia feito a Casa Branca - relatos de que Washington teria cancelado uma reunião preparatória com autoridades chinesas antes da visita de Liu.

O Brexit, por sua vez, continua uma incógnita. Nos últimos dias, a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, tem se esforçado para angariar apoio no Parlamento britânico à mais recente proposta de Brexit, apresentada na segunda-feira (21), depois que a proposta original foi rejeitada pela ampla maioria dos legisladores na semana passada. A avaliação geral, porém, é de que o "plano B" do Brexit é muito parecido com o anterior.

A paralisação parcial do governo dos EUA, que já passou de um mês, também tem potencial de influenciar os mercados. Mais tarde, o Senado americano vai votar dois projetos para tentar encerrar o chamado "shutdown", um elaborado por republicanos e outro, por democratas.

Às 8h04 (de Brasília), a Bolsa de Frankfurt subia 0,55%, a de Paris avançava 0,64% e a de Milão tinha alta ainda mais expressiva, de 1,16%. Já em Madri e Lisboa, os ganhos eram de 0,77% e 0,60%, respectivamente. O mercado de Londres era exceção e o índice FTSE-100 caía 0,10%. Entre as moedas, o euro recuava a US$ 1,1347, de US$ 1,1385 no fim da tarde de ontem, e a libra se enfraquecia a US$ 1,3048, de US$ 1,3072 ontem. Com informações da Dow Jones Newswires.

Estadão

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