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Americanas: O que é e como funciona o leilão de ações na bolsa?

Mecanismo foi acionado para lidar com a queda do preço das ações de AMER3, após anúncio de rombo de R$ 20 bilhões nas contas da empresa

12 jan 2023 - 19h12
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O mercado abriu com as ações da Americanas em queda nesta quinta-feira, 12, após a renúncia do presidente da empresa, Sergio Rial, que disse ter encontrado 'inconsistências financeiras' de R$ 20 bilhões nas finanças do negócio. Diante do cenário atípico, as ações da companhia foram negociadas em leilão.

O leilão de ações é um mecanismo acionado quando um ativo passa por uma oscilação de preço muito grande. Por exemplo, grandes vendas podem derrubar o preço das ações rapidamente.

"A ideia do leilão é evitar uma flutuação atípica que prejudique investidores. Mesmo com vendas grandes, isso sinaliza para o mercado que é um evento atípico. O objetivo nesse caso era evitar a especulação, a manipulação do mercado", afirma Felipe Cima, operador de renda variável da Manchester Investimentos.

Bruce Barbosa, sócio-fundador da Nord Research, afirma que a ideia do leilão é chegar a um preço adequado para a ação. "O preço varia de acordo com compras e vendas. Se continua a cair, tem mais gente vendendo a preços mais baixos. O investidor que coloca uma ordem durante um leilão não pode modificá-la", diz.

O leilão de ações da Americanas iria inicialmente até as 12h, mas foi adiado para as 13h e, depois, para as 13h40. Quando o papel começou a ser negociado normalmente, teve de voltar ao leilão às 14h38. O papel era negociado a R$ 2,85, às 14h22.

Da abertura ao fechamento da Bolsa, as ações da companhia caíram 77%. É a terceira maior queda diária de ações de uma empresa na B3 no País, atrás apenas da Hércules, que caiu 78% em 12 de janeiro de 2008, e da Agar Incorporadora, que caiu 81,55% em 6 de outubro de 2008, de acordo com levantamento da TradeMap.

Com isso, a Americanas perdeu R$ 8,37 bilhões em valor de mercado, equivalente ao valor de mercado da Minerva. O Magazine Luiza foi na contramão e teve alta nas ações, resultando em aumento de R$ 1,06 bilhão em seu valor de mercado.

Estadão
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