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Além de Polishop, outras grandes empresas pediram recuperação judicial em 2024; confira

Até o final de abril, 685 empresas entraram com pedidos de recuperação judicial

29 mai 2024 - 05h00
(atualizado às 07h22)
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Polishop
Polishop
Foto: Reprodução/Redes sociais

Volta e meia somos surpreendidos por um grande nome do comércio que, acumulado em dívidas, precisa recorrer à recuperação judicial. No ano passado, o rombo de R$ 40 bilhões das Americanas entrou para a história. E, este ano, mesmo com números ainda distantes de alcançar a dívida da varejista, outras importantes e conhecidas marcas dos brasileiros estão buscando o artefato judicial para não entrar em falência.

Segundo o Serasian Experian, de janeiro a abril de 2024, 685 entraram com pedidos de recuperação judicial. Em abril, foram 184 pedidos --e destes, 10 foram referentes a grandes empresas. Sem nem ter acabado ainda, o mês de maio conta com duas empresas de peso que entraram em recuperação judicial: Polishop e Coteminas.

Confira alguns dos maiores pedidos de recuperação judicial feitos em 2024:

Polishop

É difícil imaginar alguém que tenha vivido o início dos anos 2000 e não tenha sido impactado, de alguma forma, pela Polishop. Os comerciais persuasivos, que davam a impressão de que os produtos da marca eram milagrosos, permearam --e ainda permeiam-- a imaginação de muitos jovens adultos. Mas o que parecia ser um império se mostrou não tão sólido assim. A empresa teve pedido de recuperação judicial aceito pelo Tribunal de Justiça de São Paulo em maio, com somatório de dívidas que ultrapassam R$ 350 milhões.

Subway

A rede de lanchonetes Subway entrou, em março, com um pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo. A companhia é gerida no Brasil pela SouthRock, também operadora das marcas Starbucks, Eataly, TGI Fridays e Brasil Airport Restaurantes (Bar). O pedido de recuperação judicial da Starbucks foi aceito pela Justiça no final do ano passado, mas a Subway havia sido excluída do processo, em dezembro de 2023.

Segundo o pedido feito nesta semana, na 1ª Vara de Falência e Recuperações Judiciais do Foro Central da Comarca de São Paulo, as dívidas do negócio chegam a R$ 482 milhões.

Supermercados Dia

Também em março, a operação brasileira da rede espanhola de supermercados Dia entrou com um pedido de recuperação judicial no Brasil na Justiça de São Paulo, "com o objetivo de tentar superar a sua atual situação econômica e financeira", afirmou a empresa. O valor da ação é de quase R$ 1,1 bilhão.

O pedido de recuperação judicial ocorre uma semana após o anúncio de um processo de reestruturação das operações no País, com o fechamento de 343 lojas e três armazéns. A rede continuará operando 244 lojas no Estado de São Paulo, "onde a companhia tem a maioria dos negócios brasileiros", informou a empresa.

Coteminas

A Coteminas entrou em recuperação judicial em maio deste ano. A empresa é controladora da Ammo Varejo (responsável pelas operações de varejo das marcas Mmartan, Artex e Santista) e da Springs Global. O pedido de recuperação envolve toda a companhia.

O pedido foi motivado por um vencimento antecipado de debêntures cobrado pelo fundo FIP Odernes, que solicitou acesso a ações da Ammo Varejo, controlada do grupo, como garantia pelo não pagamento das dívidas.

Fonte: Redação Terra
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