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Aéreas vão perder 10 milhões de passageiros em 2026 com alta nos combustíveis, diz CEO da Azul

Segundo John Rodgerson, custos da companhia devem aumentar em até US$ 3 bilhões este ano com crise do petróleo; Azul tem revisado planejamento para tentar conter alta

10 jun 2026 - 12h57
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O presidente da Azul, John Rodgerson, disse nesta quarta-feira, 10, durante o Seminário Lide Turismo, que este ano o mercado deve apresentar uma queda de 10 milhões de passageiros. A redução, segundo ele, ocorre pela crise do petróleo com a escalada no preço do combustível após o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. O executivo ressaltou que a companhia está revisando o planejamento para tentar conter a alta dos custos.

"Os nossos custos devem aumentar em até US$ 3 bilhões este ano. Então, o que nós estamos tentando fazer é aumentar a tarifa, reduzir alguma oferta para offsetar isso", disse o executivo. "É uma tristeza porque é uma coisa que acontece no outro lado do mundo, e o Brasil é um país que está abençoado porque tem combustível no chão, tem refinaria aqui, mas tem o combustível mais caro do mundo. Então, eu acho que esse devia ter sido um ano de muito crescimento para a aviação e para o turismo, e é um passo para trás por causa da guerra."

O presidente da Azul, John Rodgerson
O presidente da Azul, John Rodgerson
Foto: Azul/Divulgação / Estadão

Segundo ele, o acesso ao Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac) pode diminuir os impactos nos custos com o combustível. "O grande problema do setor é a falta de capital de giro em momentos como este. Então isso vai dar um fôlego para o setor para continuar crescendo, ainda com as turbulências que o mercado tem. Esta é uma ferramenta que nos ajuda a ter confiança para continuar investindo".

Na terça-feira, 9, as companhias aéreas Azul Linhas Aéreas, Latam Airlines Brasil, Gol Linhas Aéreas e Abaeté Linhas Aéreas formalizaram, junto ao Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), os pedidos de acesso às linhas de crédito com recursos do Fnac. A etapa administrativa necessária para a operacionalização dos financiamentos na pasta foi concluída na terça-feira, com a aprovação das resoluções do Comitê Gestor do Fundo, com os valores e a regulamentação das contrapartidas necessárias.

A linha de crédito será operada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) e contará com R$ 5,5 bilhões para 2026. Empresas com participação superior a 5% no mercado doméstico poderão contratar até R$ 1,8 bilhão cada. As demais terão limite de até R$ 166 milhões.

Estadão
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