Ações europeias fecham estáveis com cautela por alta do petróleo; Novartis recua
As ações europeias fecharam estáveis nesta terça-feira, com o STOXX 600 variando -0,05%, pressionado por tensões no Oriente Médio e pelo tombo de 10,9% da Novartis após reveses clínicos. As perdas foram limitadas pela alta dos setores de energia e mineração, impulsionados pela valorização do petróleo e do cobre. No cenário macroeconômico, a queda inesperada nas exportações da Alemanha em julho aumentou as preocupações sobre a recuperação econômica regional.
As ações europeias fecharam praticamente estáveis nesta terça-feira já que a escalada das tensões no Oriente Médio e a alta nos preços do petróleo mantiveram os investidores cautelosos, enquanto a Novartis sofreu sua maior queda em um único dia após divulgar um segundo revés em seu pipeline de medicamentos.
O índice pan-europeu STOXX 600 registrou variação negativa de 0,05%, a 649,6. O índice de referência da Suíça caiu 1,6%, pressionado pela Novartis, cujas ações despencaram 10,9%.
A Novartis foi a ação que mais caiu no STOXX 600 depois que a farmacêutica suíça informou que seu tratamento experimental para uma doença que causa degeneração muscular falhou em um estudo clínico em fase avançada. A notícia veio um dia depois de a empresa divulgar que um medicamento experimental para o colesterol também falhou em um estudo em fase avançada.
As ações do setor de energia subiram 0,6%, com os futuros do petróleo Brent oscilando em torno de US$98 o barril. Os preços do petróleo subiram depois que as forças houthis do Iêmen, alinhadas ao Irã, atacaram instalações de energia e cidades na Arábia Saudita, ressaltando o risco de que o conflito possa se espalhar ainda mais pela região e interromper o abastecimento de combustível aos mercados globais.
As ações do setor de mineração também avançaram com a alta dos preços do cobre. Boliden, Antofagasta e KGHM registraram ganhos entre 4,6% e 6,3%, enquanto o índice europeu de mineração subiu 2%.
No âmbito econômico, as exportações alemãs caíram inesperadamente em julho, com a redução dos embarques para países da União Europeia e para a China destacando a fragilidade da recuperação impulsionada pelo comércio na maior economia da Europa.
Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 0,10%, a 10.811,66 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX ficou estável, a 26.007,63 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 0,14%, a 8.317,98 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 0,10%, a 52.177,47 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 0,12%, a 19.997,10 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,66%, a 9.481,29 pontos.
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