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Ação da Lojas Renner desaba com piora em previsão de vendas para 2026 após 2º tri aquém do esperado 

7 ago 2026 - 10h49
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As ações da Lojas Renner ‌desabavam mais de 11% nesta sexta-feira, após a varejista cortar previsão de vendas para o ano, depois de um segundo trimestre mais fraco do que o planejado, com redução do fluxo de clientes nas lojas físicas durante a Copa do Mundo em ⁠intensidade superior à observada historicamente, bem como efeitos de um cenário ‌macroeconômico mais desafiador.

A companhia reduziu a projeção de crescimento da receita líquida de varejo para 2026 para 4% a 8%, ante ‌9% a 13% anteriormente. No segundo ‌trimestre, conforme balanço divulgado na véspera, essa linha cresceu apenas ⁠1,1%, para R$3,689 bilhões, com as vendas mesmas lojas mostrando acréscimo de 0,5%.

Apesar do corte, a expectativa ainda sinaliza uma aceleração em relação ao primeiro semestre, quando a receita líquida de varejo acumulou uma expansão de 2,5% em relação ao mesmo período do ‌ano passado. 

De acordo com o diretor financeiro da companhia, Daniel Martins, ‌a Copa do ⁠Mundo ainda afetou ⁠os números de julho, mas fatores como a base de comparação mais fraca ⁠na segunda metade do ano, ‌bem como a manutenção ‌do plano de abertura e reformas de lojas até o final do ano, "dão tranquilidade" de que a companhia consegue entregar vendas dentro do novo intervalo estimado.

Na bolsa paulista, por volta ⁠de 10h30, os papéis da empresa caíam 11,42%, a R$11,94, trabalhando em mínimas desde abril do ano passado. Os papéis também respondiam pelo pior desempenho do Ibovespa, que cedia 0,12%. 

De acordo com analistas do JPMorgan, a ‌revisão das expectativas reduz a discrepância em relação à visão anterior do banco (+7%), mas não elimina completamente os riscos para as ⁠estimativas, avaliando que a aceleração necessária no segundo semestre continua desafiadora.

A nova faixa de guidance, calcularam, implica crescimento das vendas no varejo de aproximadamente 5% a 13% no segundo semestre, após um avanço de apenas 2,5% no primeiro semestre. As estimativas do JPMorgan já estavam abaixo do guidance anterior, em 7%, mas essa projeção ainda exige crescimento de 11% na segunda metade de 2026, acrescentaram.

"Após o corte do guidance já em seu primeiro ano de vigência, acreditamos que os investidores terão ainda menos propensão a incorporar essas projeções em suas expectativas", afirmaram em relatório a clientes.

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