Ação da Lojas Renner desaba com piora em previsão de vendas para 2026 após 2º tri aquém do esperado
As ações da Lojas Renner desabavam mais de 11% nesta sexta-feira, após a varejista cortar previsão de vendas para o ano, depois de um segundo trimestre mais fraco do que o planejado, com redução do fluxo de clientes nas lojas físicas durante a Copa do Mundo em intensidade superior à observada historicamente, bem como efeitos de um cenário macroeconômico mais desafiador.
A companhia reduziu a projeção de crescimento da receita líquida de varejo para 2026 para 4% a 8%, ante 9% a 13% anteriormente. No segundo trimestre, conforme balanço divulgado na véspera, essa linha cresceu apenas 1,1%, para R$3,689 bilhões, com as vendas mesmas lojas mostrando acréscimo de 0,5%.
Apesar do corte, a expectativa ainda sinaliza uma aceleração em relação ao primeiro semestre, quando a receita líquida de varejo acumulou uma expansão de 2,5% em relação ao mesmo período do ano passado.
De acordo com o diretor financeiro da companhia, Daniel Martins, a Copa do Mundo ainda afetou os números de julho, mas fatores como a base de comparação mais fraca na segunda metade do ano, bem como a manutenção do plano de abertura e reformas de lojas até o final do ano, "dão tranquilidade" de que a companhia consegue entregar vendas dentro do novo intervalo estimado.
Na bolsa paulista, por volta de 10h30, os papéis da empresa caíam 11,42%, a R$11,94, trabalhando em mínimas desde abril do ano passado. Os papéis também respondiam pelo pior desempenho do Ibovespa, que cedia 0,12%.
De acordo com analistas do JPMorgan, a revisão das expectativas reduz a discrepância em relação à visão anterior do banco (+7%), mas não elimina completamente os riscos para as estimativas, avaliando que a aceleração necessária no segundo semestre continua desafiadora.
A nova faixa de guidance, calcularam, implica crescimento das vendas no varejo de aproximadamente 5% a 13% no segundo semestre, após um avanço de apenas 2,5% no primeiro semestre. As estimativas do JPMorgan já estavam abaixo do guidance anterior, em 7%, mas essa projeção ainda exige crescimento de 11% na segunda metade de 2026, acrescentaram.
"Após o corte do guidance já em seu primeiro ano de vigência, acreditamos que os investidores terão ainda menos propensão a incorporar essas projeções em suas expectativas", afirmaram em relatório a clientes.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.