'A Vale quer ser líder no segmento de metais da transição energética', diz o novo CEO
Em sua primeira videoconferência como CEO com analistas para comentar o resultado da companhia, Pimenta afirma que pretende ampliar principalmente a produção de cobre
RIO E SÃO PAULO - Em sua primeira videoconferência com analistas para comentar o resultado da Vale como presidente da empresa, Gustavo Pimenta, um dia após já ter divulgado queda de custos no terceiro trimestre, disse que a mineradora quer ser líder no segmento de metais da transição energética, como cobre e níquel. A meta, segundo ele, é melhorar o mix desses produtos e acelerar o crescimento da produção principalmente de cobre, com custos cada vez menores.
"Reduzimos mais uma vez o guidance (tendência) do custo all-in (o custo total para um cliente) do cobre", informou Pimenta, ressaltando que prevê entregar o guidance de produção de 2024 no limite superior.
A Vale atualizou a sua estimativa de custo all-in de cobre em 2024 para entre US$ 2.900 e US$ 3.300 por tonelada. A projeção anterior girava entre US$ 3.300 e US$ 3.800.
Pimenta, que antes de assumir o posto de presidente executivo, era o vice-presidente financeiro da Vale, também disse que o objetivo é levar a companhia para a parte inferior da curva de custos.
"Estamos partindo para o nosso sólido progresso para desenvolver a Visão Vale 2030, que pretendemos detalhar no nosso Vale Day no início de dezembro", disse Pimenta, ressaltando que o movimento parte de três pilares.
O primeiro pilar é a manutenção do foco em segurança e excelência operacional para melhorar a competitividade; o segundo se refere a um portfólio superior, "vamos acelerar a nossa estratégia de minério ferro premium"; e o terceiro é mostrar aos stakeholders (públicos de interesse) que a empresa é confiável.
Nosso objetivo é produzir cerca de 350 milhões de toneladas de ferro, dos quais 80% a 90% serão produtos de alta qualidade", informou. "Temos uma plataforma única de metais básicos com chance de crescimento muito grande", adicionou.
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