Voz de Dominguinhos é resgatada após 22 anos e aparece em novo disco de forró
Dominguinhos participa de forma póstuma do novo álbum do Manacá da Serra. Voz do pernambucano aparece em gravação resgatada após anos arquivada.
A música de Dominguinhos, um dos maiores representantes do forró e da cultura nordestina, voltou a emocionar o público com uma participação especial lançada após a morte do artista. A voz do cantor e sanfoneiro pernambucano aparece no novo álbum "Déjà vu", do trio mineiro Manacá da Serra, em uma gravação recuperada depois de anos arquivada.
O disco chegou às plataformas digitais nesta quarta-feira (8) com nove faixas e traz a participação de Dominguinhos na música "Menino Angola", composição de Theo Lustosa e Paulinho Motta. O registro preserva a identidade musical do artista, conhecido pela sanfona marcante, pela simplicidade das interpretações e pela renovação do forró tradicional.
Gravação de Dominguinhos ficou anos guardada
A participação do pernambucano tem uma história curiosa. Dominguinhos gravou a canção "Menino Angola" em 2004, mas o material acabou ficando guardado e chegou a ser considerado perdido.
O registro só foi reencontrado anos depois, permitindo que a voz do músico voltasse a integrar um novo projeto musical. Na faixa, Dominguinhos aparece de maneira sutil, como uma segunda voz, contribuindo para a atmosfera da composição.
A descoberta também já havia possibilitado outro encontro musical póstumo envolvendo o artista. Em 2021, uma gravação recuperada de Dominguinhos foi utilizada em um dueto virtual com o cantor Zeca Baleiro no álbum "Serranias", trabalho solo de Theo Lustosa.
Dominguinhos deixou legado no forró brasileiro
Nascido em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, Dominguinhos construiu uma das trajetórias mais importantes da música brasileira. Discípulo de Luiz Gonzaga, o músico ajudou a levar o forró, o baião e outros ritmos nordestinos para diferentes gerações de ouvintes.
Ao longo da carreira, lançou dezenas de discos, venceu prêmios e se tornou referência para sanfoneiros e artistas de diferentes estilos musicais. Suas composições e interpretações ajudaram a consolidar a presença da música nordestina no cenário nacional.
Mesmo após sua morte, em 2013, o legado de Dominguinhos continua presente por meio de gravações inéditas, homenagens e novos trabalhos que mantêm viva sua contribuição para a cultura brasileira.
Álbum reúne influências do forró tradicional
Além da participação de Dominguinhos, o álbum "Déjà vu" apresenta outras conexões com a música popular brasileira. O trabalho do Manacá da Serra também conta com a participação da Banda de Pau e Corda na faixa "Coisa de Maria, coisa de José".
Formado em Belo Horizonte, o trio reúne Theo Lustosa (sanfona), Barbara Barcellos (voz e triângulo) e Dil Brasil (zabumba), apostando em uma sonoridade ligada às raízes do forró, mas com elementos contemporâneos.
A presença de Dominguinhos transforma o lançamento em uma homenagem à memória do artista pernambucano e reforça a força de sua obra, que continua atravessando gerações e inspirando novos nomes da música brasileira.
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