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Sucesso de Alto Astral comprova: público quer novela careta

11 nov 2014 - 09h14
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Laura (Nathália Dill) e Caíque (Sérgio Guizé): comédia romântica. (Foto: Renato Rocha Miranda/TV Globo)
Laura (Nathália Dill) e Caíque (Sérgio Guizé): comédia romântica. (Foto: Renato Rocha Miranda/TV Globo)
Foto: Sala de TV

Um arroz com feijão básico e bem feito. É isso o que os noveleiros da faixa das 19h querem. A conclusão se baseia no êxito imediato de Alto Astral, nova trama da Globo, no ar há uma semana.

Em seus primeiros seis capítulos, a novela registrou na média do Ibope dois pontos acima do que as antecessoras Geração Brasil e Além do Horizonte, no mesmo período.

Parece uma diferença irrelevante, mas não é. As produções de teledramaturgia têm perdido audiência gradativamente, estreia após estreia. A curva positiva de Alto Astral fez a cúpula da emissora respirar aliviada.

A novela é um emaranhado de clichês. A começar pelo núcleo principal, ancorado na rivalidade entre dois irmãos de criação. De um lado o galã-vilão Marcos (Thiago Lacerda). No outro, o galã-heroico Caíque (Sérgio Guizé). Eles formam um triângulo amoroso com Laura (Nathália Dill).

Depois do enredo tecnológico e futurista de Geração Brasil e do mistério excessivo de Além do Horizonte, Alto Astral reconduz o horário das 7 da noite à comédia romântica, gênero quase infalível para capturar o público.

Alto Astral não tem pretensão de renovar o formato ou a linguagem. Trata-se de uma novela das antigas, assumidamente folhetinesca. Quer apenas entreter os noveleiros, especialmente os mais tradicionais.

O verniz que cobre a trama é a mediunidade de alguns personagens. Mas até isso chega ao vídeo com leveza, sem discussões mais detalhadas sobre o tema, como acontecia em 'A Viagem' (1994), atualmente reprisada no canal Viva.

Com humor às vezes pastelão, principalmente com a médium charlatã Samantha (Claudia Raia), a produção faz o telespectador ter alguns minutos de escapismo do estresse cotidiano antes do choque de realidade exibido a seguir, com as notícias quase sempre negativas apresentadas no Jornal Nacional.

Alto Astral é escrita por Daniel Ortiz, a partir de ideia original de Andrea Maltarolli. A autora morreu em 2009, em decorrência de um câncer, deixando a sinopse pronta. Silvio de Abreu faz a supervisão do texto e Jorge Fernando assina a direção geral com Frederico Mayrink.

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