‘Vilão’, Alberto Cowboy foi nobre ao ajudar Henri enquanto os outros assistiam à convulsão
Episódio agoniante tem demora no socorro e a falta de empatia da maioria dos que estavam na Prova do Líder
Todos os dias, milhares de brasileiros passam mal nas ruas. Muitos ficam largados no chão, sem socorro imediato. A maioria das pessoas passa sem dar atenção à cena. Algumas filmam com o celular — e seguem.
Uma demonstração cruel de falta de solidariedade, de não comprometimento. Afinal, se não é um parente ou um amigo, para que se importar?
Foi o mesmo que vimos na primeira Prova do Líder do ‘BBB26’. O ator Henri Castelli caiu na piscina de bolinhas e começou a convulsionar. Os outros remanescentes na disputa pediram por socorro enquanto o colega tremia sem parar, sozinho.
Estranhamente, as duas primeiras pessoas da produção — um dummy e outro vestido todo de preto — entraram no cenário caminhando calmamente, como se não fosse uma emergência.
Somente o terceiro, também de preto, se apressou até Henri. Uma quarta pessoa, aparentemente uma mulher, igualmente de traje negro, se juntou ao atendimento.
Tão angustiante quanto ver o ator em sofrimento e a lerdeza do socorro foi constatar que os outros competidores continuavam a postos em suas plataformas. Alguns calados, outros dando sugestões de procedimentos e teve quem preferiu virar de costas.
Até que Alberto Cowboy tirou o colete, pediu “licença” à produção do programa, desceu da estrutura e começou a abanar em direção a Henri. Ele foi o único que, efetivamente, fez algo para ajudar.
Vilão no ‘BBB7’, o mineiro que voltou nesta edição entre os veteranos se tornou um exemplo de humanidade.
O prêmio do ‘BBB26’ vale R$ 5,4 milhões. E a empatia, a fraternidade, o altruísmo, valem quanto?