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Programa Metrópolis, da TV Cultura, completa 35 anos falando de arte e cultura

Adriana Couto e Cunha Jr. comentam a edição especial gravada no Museu da Casa Brasileira, que vai ao ar nesta sexta, 7, e terá atrações como Planet Hemp

7 abr 2023 - 10h42
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O programa Metrópolis, da TV Cultura, completa 35 anos e terá a exibição nesta sexta, 7, às 19h20, da edição especial gravada no Museu da Casa Brasileira, com atrações especiais como Planet Hemp. Esse será o primeiro programa que chega com a proposta de ocupar os espaços culturais da cidade.

Neste programa especial, Adriana e Cunha Jr. Recebem o Planet Hemp, grupo liderado por Marcelo D2 e Bnegão, que está completando 30 anos de trajetória artística. E a banda, além de falar desse tempo de estrada, vai apresentar cinco músicas do novo trabalho Jardineiros, que traz canções inéditas.

Outros destaques do especial será a artista visual Aline Bispo, que produzirá uma obra em tempo real durante o programa e que fará parte do cenário do Metrópolis. O público vai conferir também, os balões de vidro da artista Flávia Junqueira, que já fazem parte da atração. Em momento repleto de arte, haverá ainda, nas paredes do MCB, as telas de Marcela Cantuária.

Mas em um programa que comemora 35 anos do Metrópolis, ainda há mais atrações, como reportagens com a artista visual, ativista e diretora paraense Roberta Carvalho, responsável por videomappings no jardim do Museu da Casa Brasileira, e outra que mostrará mulheres de poesia de glosa do sertão do Pajeú, em Pernambuco.

A atriz Cláudia Abreu será outra convidada e vai conversar com um clube de leitura feminista, o projeto Bazar do Tempo, e sobre sua peça Virginia, inspirada em Virginia Woolf. Haverá ainda um material preparado para a data, reunindo melhores momentos desses 35 anos, com entrevistas com Quentin Tarantino a Fernanda Montenegro.

Os apresentadores da atração são Adriana Couto e Cunha Jr., este, aliás, está no Metrópolis há 33 anos. Os dois responderam algumas perguntas do Estadão sobre o programa, veja a seguir.

O que fez, o que faz, o programa permanecer vivo? O que ele tem que o diferencia?

Adriana Couto. O Metrópolis explora a pluralidade dentro das artes e não faz uma hierarquização entre alta e baixa cultura. Nossas edições acabam se tornando um mosaico cultural que leva as pessoas a fazerem conexões entre artistas, obras, momentos do país. Outra questão importante é que estamos interessados nas obras e nos processos artísticos para sua criação.

Cunha Jr. O Metrópolis nasceu com a missão de dar holofote pra arte e cultura, áreas tão carentes de atenção em nosso país. Assim era em 1988, assim, infelizmente, continua até hoje. O que diferencia o programa até nossos dias, é que ele é diário e continua abrigando manifestações artísticas diversificadas de todo o País.

Que momentos foram mais marcantes para você? Algum que mais emocionou?

AC. Nossa que difícil! Fiquei muito emocionada em acompanhar os ensaios com banda dos Racionais MCs para a Turnê dos 30 anos. Eu sou muito fã e me senti realmente privilegiada dentro do estúdio ouvindo todos os clássicos em versão banda. Me arrepia até hoje. Foi a primeira vez que consegui entrevistar os quatro Racionais. Amo lembrar desse dia e essa reportagem é uma das mais vistas no Youtube do Metrópolis. Lembro com muita emoção do meu encontro com Erasmo Carlos. Eu estava grávida já de 8 meses e ele fez uma surpresa para mim. Se ajoelhou no fim da entrevista e beijou minha barriga. Me sinto abençoada pelo gigante gentil. E acabei de voltar do sertão do Pajeú, em Pernambuco, onde fui fazer uma reportagem sobre mulheres que desafiaram a tradição masculina e criaram a primeira mesa de glosas feminina. A mesa de glosa é como uma roda de improviso com regras e métricas muito específicas. Cada uma me tocou muito.

CJ. São muitos momentos que me marcaram nos meus 33 anos de Metrópolis. Entrevistas com personalidades como Coppola, Tarantino, Yoko Ono, Umberto Eco, Chico Buarque, Maria Bethânia. Outro momento marcante foi o programa de comemoração dos 18 anos do programa. Foi feito em 4 estúdios diferentes da TV Cultura, com atrações muito diversificadas, como Barão Vermelho, Cauby Peixoto, Ângela Maria, os grafiteiros OsGêmeos e a artista plástica Maria Bonomi criando uma obra conjuntamente. E tudo isso ao vivo durante 2 horas. Foi inesquecível.

Haverá alguma novidade no Metrópolis em 2023?

AC. O Metrópolis diminuiu o tempo do programa na pandemia e esse ano vamos ampliar o espaço diário novamente.

CJ. Sim, o programa aumentará seu tempo na grade de programação sem data definida ainda, e já estamos criando vários novos quadros. Vem muita novidade por aí.

Como será o programa de comemoração desses 35 anos?

AC. O programa especial de comemoração dos 35 anos do Metrópolis vai ao ar na sexta-feira (7/4), 19h20. O grupo Planet Hemp vai mostrar algumas músicas inéditas do seu novo álbum Jardineiros, fomos ao sertão pernambucano conhecer as poetas de glosa, a artista visual Aline Bispo produz em tempo real uma tela que depois irá para o estúdio do programa. É uma obra que homenageia o programa e os trabalhadores da Cultura. A artista multimídia paraense Roberta Carvalho vai fazer projeções de videomapping nas árvores do jardim do Museu da Casa Brasileira com o tema da defesa das florestas e dos povos originários, promovemos um encontro entre a atriz Claudia Abreu, que está no teatro fazendo a peça Virgínia Wolf, com um grupo de leitoras, que só leem obras de mulheres, além de muitos depoimentos emocionantes de vários artistas sobre a relação deles com o Metrópolis.

CJ. O programa especial de comemoração dos 35 anos do Metrópolis vai ao ar na sexta-feira, 7, às 19h20. O grupo Planet Hemp vai mostrar algumas músicas inéditas do seu novo álbum Jardineiros, fomos ao sertão pernambucano conhecer as poetas de glosa, a artista visual Aline Bispo vai fazer uma empena, exclusivamente para o programa, a artista multimídia paraense Roberta Carvalho vai fazer projeções nas árvores do jardim do Museu da Casa Brasileira ( onde o programa vai acontecer), promovemos um encontro entre a atriz Claudia Abreu, que está no teatro fazendo Virgínia Wolf, com um grupo de leitoras, que só leem obras de mulheres, além de muitos depoimentos emocionantes de vários artistas sobre a relação deles com o Metrópolis.

O que significa o programa para você?

AC. O Metrópolis foi uma escola de jornalismo cultural para mim. Aprendi muito nestes 15 anos que estou na reportagem e apresentação. Vejo que ele faz parte da vida de muita gente, artistas e espectadores. O Metrópolis tem 35 anos. Ele seria da geração Y! Nós nascemos antes da popularização da internet e tivemos que nos adaptar, se transformar. Ë um programa muito aberto para mudanças! É bom estar num ambiente assim.

CJ. Eu era fã de carteirinha do Metrópolis, antes de fazer parte da equipe. Pensava comigo mesmo, que este era o programa que eu queria fazer. Dois anos depois fui convidado pela direção (do Metrópolis) e comecei minha trajetória. Foi e é uma grande escola para mim, aprendi tudo sobre jornalismo cultural, passo a passo, da produção, roteiro, edição, reportagem até a apresentação. É um programa que tem uma história marcante na TV brasileira e sinto muito orgulho de fazer parte disso.

Quem gostaria de levar ao programa que ainda não foi?

AC. CHICO BUARQUE!!!!!!!!!! Ele nunca veio ao nosso sofá.

CJ. Acho que já levamos praticamente quase todos os artistas relevantes (independentes ou mainstream) para o programa (no estúdio ou em matérias). Pra falar em um nome que não participou no programa, e é pouco provável que vá acontecer, eu gostaria de entrevistar os Rolling Stones, rs, no nosso estúdio, tocando ao vivo, rs. Parece impossível, mas não custa sonhar, rs. O Metrópolis já foi meu programa dos sonhos, e eu consegui realizar. Então...

Estadão
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