Namorada de Celulari diz que todo mundo tem um lado mau
- Caroline Borges
Para viver a ambiciosa Alana em Aquele Beijo, da Globo, Karin Roepke precisou explorar uma faceta mais sombria dentro de si. "Todo mundo tem esse lado maldoso, mas cada um escolhe o que vai mostrar. Ela é a maior fofoqueira da Comprare. Sempre com comentários maldosos e com maledicência", explicou ela, que namora o também ator Edson Celulari. Segundo a atriz, as relações entre os personagens da novela nasceram durante a preparação da trama. Quatro meses antes da estreia, Karin vivenciou o dia a dia de uma vendedora em uma loja de luxo no Rio de Janeiro. "Durante o laboratório, de cara o meu personagem não bateu com a Grace Kelly, vivida pela Lelah Moreno", ressaltou.
Desde pequena, Karin já nutria um forte amor pelos palcos. Aos 13 anos, começou a estudar balé clássico, jazz e canto, muito incentivada pelos filmes de Fred Astaire e Gene Kelly. "Eu percebia que eles eram atores completos, pois interpretavam, dançavam e cantavam. Por isso, fui atrás dessa formação", lembrou. Após vários anos dedicados aos musicais, Karin recebeu um convite de Miguel Falabella para fazer um papel na série A Vida Alheia, da Globo. "Foi uma mudança brusca do teatro pra tevê. Você tem que aprender a direcionar a sua energia de uma forma diferente. É outro tipo de naturalidade", analisou.
Nome: Karin Godoy Roepke.
Nascimento: em 19 de agosto de 1981, em Brasília.
O primeiro trabalho na TV: Olívia na série A Vida Alheia, em 2010, na Globo.
Interpretação memorável: Marília Pêra na peça Chanel.
Um momento marcante na carreira: "fazer minha primeira novela".
Ao que assiste na TV: filmes e seriados.
Ao que nunca assiste: "esses programas da tarde que mostram barracos entre famílias".
O que falta na televisão: "programa que fale de valores mais profundos. A TV precisa de programas que proporcionem mais a reflexão".
O que sobra na televisão: superficialidade.
Ator: Al Pacino.
Atriz: Meryl Streep.
Com quem gostaria de contracenar: Fernanda Montenegro
Se não fosse atriz, seria: "apesar de ser formada em arquitetura, hoje em dia eu penso que seria jornalista ou escritora".
Novela preferida: Que Rei Sou Eu?, de 1989, na Globo
Cena inesquecível de novela: "em Caminho das Índias quando o Opash Ananda, personagem do Tony Ramos, descobria que era filho do Shankar Sundrani, vivido pelo Lima Duarte".
Melhor abertura de novela: Rainha da Sucata, de 1990, na Globo.
Vilão marcante: Flora, vivida por Patrícia Pillar, em A Favorita, de 2008 , na Globo.
Papel que mais teve retorno do público: Alana de Aquele Beijo, na Globo.
Melhor bordão da TV: "prefiro não comentar", da Copélia, personagem de Arlete Salles em Toma Lá, Da Cá, na Globo.
Que novela gostaria que fosse reprisada: Top Model, de 1989, na Globo.
Papel mais difícil de compor: "a Olívia de A Vida Alheia. Eu demorei um pouco para pegar o que era a personagem. Ela tinha um lado mais sombrio e eu sou muito solar".
Que papel gostaria de representar: "eu gostaria de fazer alguma coisa de época".
Com quem gostaria de fazer par romântico: Marlon Brando.
Filme: Persona, de Ingmar Bergman, de 1966.
Livro de cabeceira: Pilares da Terra, de Ken Follett.
Autor predileto: Fernando Pessoa.
Uma mania: "sou um pouco neurótica com arrumação. Não gosto quando alguém vai na minha casa e começa a tirar as coisas da ordem".
Um medo: "não chegar no lugar que eu sonhei profissionalmente. Eu quero muito um dia ser protagonista. Quando eu penso que isso não depende só de mim dá um medinho".
Projeto: "eu tenho um projeto próprio, ainda sem patrocínio, que é um musical chamado 'Senhora Monroe'. A produção fala sobre a Marilyn Monroe como se ela tivesse 83 anos, que seria a idade dela hoje. A idéia é mostrar como seria ela contando as memórias dela nessa idade".