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'Em Família' chega ao capítulo 50 desconectada do espectador

3 abr 2014 - 11h23
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Helena (Júlia Lemmertz) dá de cara com Laerte (Gabriel Braga Nunes) na festa do leilão de sua família
Helena (Júlia Lemmertz) dá de cara com Laerte (Gabriel Braga Nunes) na festa do leilão de sua família
Foto: TV Globo / Divulgação

Uma novela das 21h que não é comentada no ônibus, no salão de beleza, no elevador, na conversa com a vizinha e, sinal dos tempos, nas redes sociais, é um caso atípico. Em Família chegou ao capítulo 50 na terça-feira (1º) e, por enquanto, a resposta do telespectador se revela aflitiva: indiferença.

Um folhetim do horário nobre da Globo jamais passa despercebido. Pode ser cultuado e virar mania nacional como aconteceu com Avenida Brasil (2012) ou sadicamente criticado, a exemplo de Salve Jorge (2012). Por isso, para um autor, pior do que ter uma trama rejeitada é vê-la ignorada pelo público. Essa é a situação lamentável de Manoel Carlos, 81 anos, em sua declarada última novela.

A essência do autor está ali, muito perceptível. Os diálogos coloquiais (às vezes quase poéticos), a aura emocional de cada personagem, a valorização dos detalhes prosaicos do cotidiano, o ritmo espaçado de bossa nova. Essa mesma fórmula resultou em sucessos da teledramaturgia, como Laços de Família (2000) e Por Amor (1997). Porém, agora, falta algo. E essa ausência emperra a conexão com os noveleiros. O que pode ser?

A protagonista, Helena (Julia Lemmertz), é mais discreta e menos masoquista que as versões anteriores da personagem. Uma qualidade que vira defeito aos olhos de quem busca uma heroína clássica, que chore muito, ame loucamente e seja injustiçada a todo instante. Não há um romance intenso que faça o público vibrar e sofrer junto. Inexiste um vilão carismático, figura quase obrigatória para movimentar a trama. O humor ainda não se manifestou em nenhum núcleo.

Nem mesmo a tão propagada e já recorrente polêmica gay — desta vez, o envolvimento entre Clara (Giovanna Antonelli) e Marina (Tainá Müller) — foi capaz, até aqui, de tirar o público da letargia. E assim os capítulos começam, acabam, e a maioria dos telespectadores permanece apática. Pouco ocupa a memória para ser comentado no dia seguinte.

Talvez o problema seja, além da história principal frágil, a expectativa por cenas na velocidade de videoclipe, gritaria entre personagens, overdose de emoção, reviravoltas diárias. Esse foi o cardápio oferecido nas últimas produções do horário. Desta vez, ao invés de funk, ouve-se música erudita. No lugar da balbúrdia da rua 25 de Março, surge uma silenciosa praça do Leblon. É mais cinema europeu do que um novelão. 

Em Família exige que o telespectador desacelere, respire, se deixe envolver — e, convenhamos, tenha boa vontade para aceitar a trama como ela é. A audiência periclitante, às vezes abaixo dos 30 pontos (quando o ideal seria se estabilizar acima dos 35), mostra que o público não está predisposto a fazer tantas concessões.

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Fonte: Especial para Terra
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