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Angelina Muniz diz que sua sensualidade em novela é natural

18 out 2010 - 08h01
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Mariana Trigo

Angelina Muniz não tem papas na língua. A atriz, que continua numa forma invejável aos 55 anos de idade e 35 anos de carreira, não se incomoda por quase sempre ter interpretados mulheres insinuantes na tevê e no cinema. Muito pelo contrário. Se orgulha de ter sido símbolo sexual na década de 80. Na pele da divertida viúva Léia em Ribeirão do Tempo, da Record, sua personagem é mãe do atrapalhado detetive Joca, de Caio Junqueira. Na história de Marcílio Moraes, Angelina se diverte pela personagem viver às turras com a esnobe Arminda, de Bianca Rinaldi, que na história tem um caso com Joca. Mesmo cômica, mais uma vez a personagem desta carioca não camufla a sensualidade nos mínimos gestos. "Vou fazer o quê? Tenho esse jeito de falar, de andar. Nem percebo, é tudo natural", assegurou a atriz.

A Léia é uma personagem divertida, diferente das outras que você fez na Record. Como foi compor uma viúva viciada em jogo?

Não tive referências, mas disse graças a Deus por ela ser viúva. Nunca tinha começado uma novela viúva. Acabei adotando uma linha que o autor seguiu. Pensamos igual. Para mim, ela é engraçada, divertida, encara as coisas. Falei que ia colocar um pouco de mim mesma. Com o vício no jogo, comecei a prestar atenção nas pessoas que gostam muito de jogar, que viram a noite inteira hipnotizadas. Mas ela não é a grande viciada que pensei que ela fosse se tornar. Para ela, o jogo é uma válvula de escape. É uma aposentada viúva, que não tem o que fazer.

Mesmo cômica, a Léia, como todas as suas personagens, também é sensual. Em algum momento você se incomodou por interpretar tantos papéis com apelo sexy?

Isso para mim é natural. Deixo rolar até o dia que não der mais para fazer essas personagens. Não me considero uma pessoa sensual. Olha que louco! É uma coisa tão minha, que não percebo. Não faço de propósito. Mas, em Caminhos do Coração, minha personagem não podia ser sensual. Tinha de ser uma durona. Aí eu presto atenção. Fico me policiando na maneira de falar, de sentar. Esse exercício é legal. A sensualidade é inerente. Sou mais sensual hoje do que era antigamente.

Você se refere à época em que posou três vezes para a Playboy, no início da sua carreira?

Posei porque eram cachês bons, mas que atualmente ficaram exorbitantes. Tem o nu artístico que acho bonito, mas tem aquelas fotos escancaradas que são muito feias. Falo para todo mundo que não farei outra capa da Playboy porque fiz um acordo com meu marido. A única coisa que ele me pediu, quando começamos a namorar, há mais de 25 anos, era para eu não posar novamente. Pensei: "já fiz três Playboy. Chega!". Um tempo depois, me convidaram e ele me olhou e perguntou: "Está te faltando alguma coisa?". Falei que não. Achei legal me chamarem. Aguça o ego, mas já foi. Desencanei.

Mesmo sem posar novamente, você continuou com a imagem de "sex symbol". De que forma isso influenciou na sua carreira?

Fui um dos símbolos sexuais dos anos 80 mesmo. Mas, antes disso, já era atriz e a sensualidade sempre esteve em meus personagens, só isso. Sempre fiz questão de ser reconhecida pelo meu nome. Hoje em dia, tudo está muito diferente. Apesar de achar que toda forma de trabalho é válida, fico com dó dessas meninas que ficam se desvalorizando. Mulher Melancia, Abacaxi, Pêra... Pelo amor de Deus! Cadê o trabalho delas? Elas são bonitas e não aparecem pelo nome que têm. A coitada da Suzana Alves, a Tiazinha, depois que tirou a máscara, acabou, sumiu. Não existe mais. Elas são conhecidas porque têm um peito e bunda bonitos, porque rebolam na frente da câmara. Quando param de fazer isso, acabou! Não têm uma base. Torço para que aproveitem bastante o momento, como os jogadores de futebol, que têm carreira muito curta, um meteoro.

Você é casada com o Walter Zagari, vice-presidente comercial da Record. Como suas carreiras se relacionam?

Falo muito mais do trabalho dele que ele do meu. No máximo, digo que vou produzir uma peça e ele pergunta como é, de quem é. Ele é o workaholic da casa e muito criativo no que faz. Às vezes, peço ideias de trabalho, como produzir uma peça no teatro, por exemplo, mas nunca falo de personagem. Seria falar grego. As pessoas falam coisas, mas estou me lixando para isso. Quando casei com ele, já era atriz e já tinha 10 anos de carreira. Eu já tinha feito novelas no SBT na época que ele trabalhou por 20 anos na emissora. Não preciso dele profissionalmente e nunca precisei. Ele já estava na Record quando fui para a Globo atuar em Bang Bang. Fui para a Record porque acredito na proposta da emissora. Leio na internet que a Record copia a Globo, mas a Globo copiou a Tupi. Faz tantos anos assim que as pessoas não lembram mais? Quem diz isso nem sabe, nem era nascido.

Angelina Muniz vive a divertida viúva Léia em 'Ribeirão do Tempo'
Angelina Muniz vive a divertida viúva Léia em 'Ribeirão do Tempo'
Foto: Luiza Dantas/Carta Z Notícias / TV Press
Fonte: TV Press
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