Mariah Rocha fala da dificuldade de ter um perfil exótico
Mesmo discreta, Mariah Rocha não tem muitas travas ao expressar o que pensa. No ar na pele da descolada Helena de Pecado Mortal, da Record, a atriz admite que entrou para a carreira artística ainda na infância só por causa de seus cabelos ruivos, que a destacavam entre outras crianças nos testes. Hoje, aos 23 anos, ela sente que seu perfil exótico, antes um aliado, se tornou um obstáculo na carreira artística. "É difícil ter um núcleo de ruivos em uma novela brasileira", lamenta.
A novela de Carlos Lombardi é o segundo trabalho de Mariah na Record. Ela foi contratada pela emissora no começo de 2012 para dar vida à rebelde Luíza, em Balacobaco. Mas acha que seu papel atual tem mais a ver com sua personalidade. Em Pecado Mortal, a atriz encarna uma estudante de Direito extremamente dedicada. Estagiária da Promotoria de Justiça e braço-direito de Patrícia, uma das protagonistas da novela, interpretada por Simone Spoladore, Helena está entre as personagens-chave na investigação criminal que está no centro da história. "As tramas de Carlos Lombardi têm muita ação e Helena vai se meter em algumas confusões ao lado da promotora", adianta.
Como o folhetim se passa no final da década de 1970, a personagem de Mariah também tem um lado mais leve. Envolvida pela temática "hippie", a caracterização de Helena segue as referências típicas da época: cabelos longos, maquiagem com cores vibrantes e roupas com muita estampa. O estilo "paz e amor" da estagiária de Direito foi, inclusive, o ponto de partida da atriz para a construção de Helena. Após fazer alguns "workshops" sobre o movimento "hippie" e o período histórico, ela começou a moldar o aspecto psicológico do papel. "Sempre gostei da cultura 'hippie' e isso me ajudou na hora de elaborar a Helena. Ela é responsável no trabalho, mas não é muito séria porque tem toda uma 'vibe' de garota descolada da Zona Sul carioca", define.
Com um pouco mais de 10 anos de carreira artística, Mariah tem sua trajetória na tevê marcada por projetos voltados para o público infantojuvenil. Faixa etária com a qual mais gosta de trabalhar. "O público dessa idade é incrível. Eles são muito leais a seus ídolos", garante. Não é à toa que a atriz interpretou sua primeira personagem de destaque na novela teen Floribella, produzida pela Band em 2005. E, desde então, passou por diversas produções do gênero, como o infantil Sítio do Pica-Pau Amarelo, o folhetim Malhação e o humorístico A Turma do Didi. E foi essa identificação com o público mais novo que a fez ser convidada para assumir o comando do TV Globinho, programa focado em desenhos e séries infantojuvenis. "Eu não tinha experiência nenhuma como apresentadora na época e não houve uma preparação específica. Mas acho que a minha fisionomia de criança me aproximou dos telespectadores mais novos", acredita.