Script = https://s1.trrsf.com/update-1768488324/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Letícia Spiller diz que até hoje é chamada de Babalu

12 mai 2010 - 17h51
(atualizado às 17h58)
Compartilhar
Arcângela Mota
Direto do Rio

Trabalhar com o autor Manoel Carlos era um desejo antigo de Letícia Spiller. Tanto que, assim que soube que o elenco de Viver a Vida estava sendo montado, a atriz não hesitou em procurar o diretor Jayme Monjardim e se oferecer para participar da trama. Agora, após quase oito meses no ar na pele da perua Betina, Letícia fala com um carinho quase maternal de sua personagem na novela, que chega ao fim na sexta-feira (14). E vibra por ter interpretado um papel distante dos tipos populares que vinha fazendo na TV, como a exuberante Maria Eva de Duas Caras e a ambiciosa Vivianne de Senhora do Destino. "Procuro um diferencial em todo personagem, senão perco o tesão. No caso da Betina, o fato de ser uma mulher bem comum foi uma novidade para mim", avaliou.

Com poucos dias para o final da novela, Letícia diz ainda se surpreender com a repercussão alcançada por Betina entre os telespectadores. Tudo porque, na trama, a personagem passou por situações inusitadas em função de uma complicada relação com o marido Gustavo, de Marcello Airoldi, e com o galanteador Carlos, de Carlos Casagrande, com quem manteve um relacionamento extraconjugal. "As coroas me param na rua e questionam porque eu não fui com o bonitão. Acho engraçado, mas me surpreende um pouco", divertiu-se. E a surpresa da atriz se estende para os rumos tomados pela personagem, já que, quando a novela começou, ela acreditava que a traição de Gustavo não demoraria a ser descoberta. "Pensei que a Betina fosse ser uma personagem mais vingativa. Mas estou satisfeita com o caminho dela na história", garantiu.

Bem-humorada, Letícia conta que buscou em si muitos dos trejeitos e características da personagem. E ressalta que, apesar das diferenças quanto à personalidade, nunca interpretou um papel com um jeito tão próximo ao dela. "A Betina tem um lado engraçado que pude emprestar a ela. Externamente, é a personagem mais parecida comigo que já fiz", analisou. Com vários trabalhos cômicos no currículo, a atriz não esconde o quanto fica confortável em trabalhar com o gênero. Ela garante que, mesmo em papéis mais dramáticos, sempre faz questão de acrescentar toques de humor. "Nunca me desvinculei da comédia. É algo que gosto muito, acho difícil, e acredito que tenho jeito para a coisa", ponderou.

Com 22 anos de carreira na TV, tempo em que atuou em dez novelas, a atriz de 36 anos de idade relembra com afeição de vários personagens que interpretou, mas não esconde que tem alguns xodós. Entre eles, a divertida Babalu, papel que a projetou na novela Quatro por Quatro, exibida em 1994. "Foi meu primeiro trabalho importante na TV e eu abracei com tanta garra que é motivo de orgulho para mim", enalteceu a atriz, que também lista entre os seus preferidos a reprimida Giovana Berdinazzi da novela O Rei do Gado e a lavadeira Amália da minissérie Amazônia ¿ De Galvez a Chico Mendes.

Sempre intercalando trabalhos na TV, teatro e cinema, Letícia afirma que evita fazer uma novela seguida de outra. Tudo para poder se dedicar com frequência aos palcos, onde começou sua carreira aos 12 anos de idade. "Adoro teatro, mas é algo que exige uma dedicação absurda. Não gosto de fazer paralelamente à TV", justificou. A atriz já chegou a recusar papéis de destaque em novelas para se dedicar a projetos no teatro. Mas demonstra que não se sente confortável em tomar decisões desse tipo. "É difícil recusar um papel. Só faço se houver incompatibilidade de agenda. Acho que o bom ator tem de deixar o ego de lado", opinou.

Viver a Vida - Globo - Segunda a sábado, às 21h.

Em nova função

Após ter produzido duas peças no teatro, Letícia se dedica à sua primeira produção no cinema pouco depois do término de Viver a Vida. No longa O Casamento de Gorete, de Paulo Vespúcio, ela conciliará as funções de produtora e atriz. E, apesar de destacar sua preferência pela atuação, Letícia conta que está aprendendo a gostar do trabalho por trás das câmaras. "Nunca curti muito esse outro lado porque gosto mais de atuar. Mas estou aprendendo o equilíbrio para trabalhar como produtora", avisou.

O filme, que deve começar a ser rodado no segundo semestre deste ano, é uma comédia dramática que conta a história de Gorete, uma travesti feia que se acha linda. Letícia interpreta duas personagens no longa: uma drag queen amiga de Gorete e uma recepcionista obesa da rádio em que a protagonista tem um programa. "É um filme com uma linguagem nada convencional. Sem contar que interpretar dois papéis tão diferentes será um grande exercício como atriz", empolgou-se.

Instantâneas

# Letícia já fazia aulas de teatro antes de começar a trabalhar como paquita, aos 15 anos de idade. Ela estreou nos palcos aos 12 anos, quando uma prima de seu pai a convidou para fazer uma peça.

# A atriz conta que até hoje é chamada de Babalu, sua personagem em Quatro por Quatro. Mas ela garante que não se incomoda com isso. "Acho ótimo. Sinal de que ainda estou com tudo em cima", brincou.

# A estreia de Letícia no cinema aconteceu em 1990, na comédia juvenil Sonho de Verão, de Paulo Sérgio de Almeida. No filme, ela atuava como paquita.

# Letícia conta que seu sonho é interpretar a revolucionária Anita Garibaldi no cinema. "Tenho a utopia de viver a Anita. Ela foi uma grande guerreira", exaltou.

Em 'Viver a Vida' Letícia Spiller interpreta Betina, uma mulher casada e dona da própria vida
Em 'Viver a Vida' Letícia Spiller interpreta Betina, uma mulher casada e dona da própria vida
Foto: Luiza Dantas/ Carta Z Notícias / TV Press
Fonte: TV Press
Compartilhar
TAGS
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra