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Globo defende as pesquisas que contrata após erros nos resultados do 1º turno

Emissora age em resposta à mobilização de bolsonaristas para criar CPI com o objetivo de investigar os institutos

6 out 2022 - 07h55
(atualizado às 08h34)
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A edição de quarta-feira (5) do ‘Jornal Nacional’ dedicou 5 minutos para explicar como são feitas as pesquisas de intenção de voto. 

Tanto a introdução da âncora Renata Vasconcellos quanto o texto do repórter Bruno Tavares defenderam a metodologia do Ipec e Datafolha. 

A Globo contrata os dois institutos, que cobram por um levantamento a partir de R$ 230 mil e R$ 470 mil, respectivamente. 

Foram mostrados alguns pesquisadores fazendo as entrevistas, sem revelar a identidade deles a fim de preservá-los. 

Recentemente, alguns funcionários de institutos sofreram agressões verbais e físicas durante o trabalho em campo. 

A matéria ressaltou a confiabilidade das pesquisas. Uma evidente resposta da Globo à insurreição bolsonarista. 

Apoiadores do presidente subiram o tom por conta dos índices bem além da margem de erro no 1º turno. 

“Mesmo seguindo padrões rigorosos, os números das pesquisas podem apresentar divergências em relação aos resultados das urnas”, informou o repórter na TV. 

“Não quer dizer que os institutos tenham errado. A finalidade é retratar cada momento da campanha eleitoral, e não prever como o eleitor vai votar.” 

CEO do Ipec, Márcia Cavallari foi ouvida pela reportagem do ‘JN’. Ela explicou que a proporção de indecisos pode alterar o que a pesquisa detecta. 

Em Brasília, cresce a mobilização de políticos de direita para instaurar a CPI das Pesquisas. 

O senador Marcos do Val (Podemos) disse à imprensa já ter as 29 assinaturas necessárias para criar a comissão. 

“Para mim, existe a urgência de uma investigação técnico-científica isenta, profunda e abrangente de todos os elementos incidentes nessas pesquisas, com ênfase nos elementos sociológicos, matemáticos, demográficos e também político-partidários envolvidos”, postou no Facebook. 

Paralelamente, há uma campanha na internet para que eleitores de Jair Bolsonaro se recusem a responder caso sejam abordados por pesquisadores.

Ontem, Globo e GloboNews divulgaram nos telejornais a 1ª pesquisa de intenção de voto a presidente do 2º turno.  

As emissoras da família Marinho demonstram que não vão se intimidar com as críticas dos desafetos e a possível caça às bruxas em eventual CPI.

William Bonner e Renata Vasconcellos, âncoras do 'JN': Globo continuará a contratar e divulgar pesquisas
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Foto: Reprodução/Facebook
A reportagem explicou que as pesquisas não tentam acertar o resultado das urnas, e sim uma tendência de momento
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Foto: Reprodução/TV
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