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Doc sobre ‘anjos do Zika’ ressalta grandeza da maternidade e valor do jornalismo humanizado

‘Em Nome dos Filhos’ leva o telespectador a se comover com mulheres abnegadas cheias de amor

15 set 2025 - 09h35
(atualizado às 09h35)
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Citar Clarice Lispector virou clichê, mas é irresistível não usar uma reflexão da escritora ucraniana-brasileira de sotaque recifense sobre a maternidade.

“À medida que os filhos crescem, a mãe deve diminuir de tamanho. Mas a tendência da gente é continuar a ser enorme.”

São enormes, gigantescas, as mães mostradas no documentário ‘Em Nome dos Filhos - 10 anos do Zika’, exibido domingo (14) na GloboNews e disponível no Globoplay e na Apple TV+.

Com sensibilidade e respeito, o diretor e roteirista Henrique Picarelli acompanha, no Pernambuco onde Lispector viveu sua infância, a rotina de mães com filhos especiais devido à microcefalia causada pelo Zika vírus.

A dedicação diuturna consome força física e saúde mental. Viver virou uma missão. 

Elas cuidam das crianças com comovente ternura. Parecem se alimentar dos sorrisos dos meninos e meninas sem comunicação verbal.

Jaqueline Vieira de Souza, mãe de Daniel, na rotina de cuidados mostrada no documentário
Jaqueline Vieira de Souza, mãe de Daniel, na rotina de cuidados mostrada no documentário
Foto: Reprodução/TV

O doc destaca a importância do suporte familiar, especialmente da ajuda de outros filhos e do marido. Um dado apresentado ao público: 70% das mulheres são abandonadas pelo companheiro na gravidez ou após o parto do filho especial.

Nota-se ainda a presença necessária do Estado por meio de hospitais e centros de atendimento para garantir a qualidade de vida das vítimas do Zika. Mesmo assim, fica subentendido que o apoio oficial poderia ser maior, principalmente às famílias de baixa renda com dificuldade de arcar com os custos fixos de alimentação específica aos filhos com microcefalia.

Ana Paula de Souza Silva, mãe de João Miguel: força física para levar a criança aos médicos
Ana Paula de Souza Silva, mãe de João Miguel: força física para levar a criança aos médicos
Foto: Reprodução/TV

No fim, sobra sentimento no vídeo. Mães e pais reafirmam o “amor puro” pelas crianças e a preocupação com o futuro. Quem cuidará dos ‘anjos’ quando elas morrerem? Ou o que será delas se os pequenos partirem antes?

O documentário ratifica a relevância do jornalismo humanizado, que enxerga as pessoas além do interesse na audiência, e trata de um problema social com seriedade e compaixão.

Crislene Feitosa de Freitas Silva, mãe de Jayane: preocupação com o futuro da filha com microcefalia
Crislene Feitosa de Freitas Silva, mãe de Jayane: preocupação com o futuro da filha com microcefalia
Foto: Reprodução/TV
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