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Globo recorre a atores de teatro para reforçar suas novelas

13 jul 2016 - 09h32
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Guizé, Grace e Taylor: sucesso na TV não faz mal ao talento (Fotos: TV Globo/Divulgação)
Guizé, Grace e Taylor: sucesso na TV não faz mal ao talento (Fotos: TV Globo/Divulgação)
Foto: Sala de TV

A Globo já formou milhares de atores em suas oficinas de interpretação e mantém centenas de contratados. Mas, não raro, vai buscar no teatro novos talentos capazes de valorizar um elenco ou até mesmo protagonizar uma produção.

Neste momento, as principais novelas da emissora contam com artistas procedentes da cena teatral em papéis de destaque.

Sergio Guizé, o Candinho de 'Eta Mundo Bom', já era famoso nos palcos paulistanos muito antes de estrelar o remake de 'Saramandaia', em 2013.

Ele tem mais de vinte espetáculos no currículo, inclusive clássicos como 'O Beijo no Asfalto', de Nelson Rodrigues, e 'Cyrano de Bergerac', do francês Edmond Rostand.

Em 'Haja Coração', Grace Gianoukas fez de Teodora Abdala a personagem mais popular da trama, ofuscando Tancinha (Mariana Ximenes), Fedora (Tatá Werneck) e companhia. Em 2001, a atriz criou um dos mais bem-sucedidos projetos de humor do teatro brasileiro, o 'Terça Insana', que ainda atrai público em edições especiais.

Quem foi criança nos anos 1990 lembra de Grace interpretando Eva, a mãe dos pequenos Lia (Pamella Domingues) e Ivo (João Victor d´Alves) no programa 'Rá Tim Bum', da TV Cultura de São Paulo. A artista fez outros trabalhos na televisão, mas sempre deu mais atenção aos palcos.

Um dos destaques do elenco de 'Liberdade, Liberdade' é Juliana Carneiro da Cunha, a fidalga Alexandra. Carioca radicada em Paris, tornou-se uma das atrizes mais respeitadas da França.

Lee Taylor, o Martim de 'Velho Chico', foi pupilo de Antunes Filho, o todo-poderoso e temido diretor do CPT (Centro de Pesquisas Teatrais), na capital paulista.

Com fama de carrasco devido à disciplina imposta aos alunos, Antunes é radicalmente contra a televisão - especialmente as novelas - , ainda que tenha trabalhado no meio entre os anos de 1950 e 1970.

Mas o mestre deve estar satisfeito com o desempenho de Taylor no folhetim das 21h da Globo. O estreante dominou a poética de seu personagem, um jovem fotógrafo que, após rodar o mundo, volta às origens e desafia o coronelismo do próprio pai, Afrânio (Antônio Fagundes).

Taylor deve ser mais uma cria do teatro a fazer carreira de sucesso no vídeo. Ele, assim como Guizé, Grace, Juliana e tantos outros, mostram que, apesar do teor comercial do veículo, é possível exercitar o talento para o drama ou a comédia em produções populares da TV.

Juliana Carneiro da Cunha: dos palcos franceses para as novelas globais (Foto: TV Globo/Divulgação)
Juliana Carneiro da Cunha: dos palcos franceses para as novelas globais (Foto: TV Globo/Divulgação)
Foto: Sala de TV
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