Azul da Prússia: o que é o pigmento usado em 'Emergência Radioativa'? Criado no século XVIII, ele virou remédio atravessa séculos entre arte e ciência
Descoberta por acaso, essa cor marcou pinturas famosas e até salvou vidas. O pigmento serviu como remédio e é abordado na série 'Emergência Radioativa', da Netflix, que aborda o caso do Césio-137, em Goiânia, nos anos 80, no Brasil. Porém, também é um dos componentes de um veneno. Saiba tudo!
Um erro de laboratório no século 18 deu origem a uma das cores mais fascinantes da história e que, curiosamente, também salva vidas. Muito falado em "Emergência Radioativa", minissérie da Netflix que aborda o acidente com Césio-137 em Goiânia, o azul da Prússia, descoberto por acaso em Berlim.
O pigmento não só revolucionou a pintura como ganhou aplicações médicas e até um lado sombrio. Tudo começou quando o químico Johann Jacob Diesbach usou, sem saber, uma substância contaminada com ferro.
Descoberta acidental transforma a história das cores
O resultado inesperado foi um azul profundo e intenso, muito mais acessível que o caríssimo ultramar, feito de lápis-lazúli. Rapidamente, o pigmento se espalhou pela Europa, tingindo tecidos, porcelanas e até uniformes militares, consolidando seu nome.
Pigmento ganha uso na medicina e surpreende
Além da estética, o azul da Prússia ganhou destaque na ciência. Hoje, ele integra a lista de medicamentos essenciais por atuar como antídoto em casos de intoxicação por metais pesados e substâncias radioativas. Em episódios como o acidente com césio-137 em Goiânia, retratada na série 'Emergência Radioativa', o composto ajudou a reduzir o tempo de permanência da radiação no corpo.
Entre a arte e o lado sombrio da ciência
Se por um lado a cor marcou obras icônicas, como as de Katsushika Hokusai e o período azul de Pablo Picasso, por outro também esteve ligada à descoberta do cianeto, substância altamente tóxica derivada de sua composição. O contraste en...
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