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Tico, a Anta de Anaurilândia: símbolo e mascote da cidade

Descubra por que uma anta em Anaurilândia-MS virou mascote da cidade e símbolo de conservação da fauna brasileira na região

2 jan 2026 - 13h00
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Em Anaurilândia, no Mato Grosso do Sul, uma anta ganhou status de mascote local depois de aparecer com frequência na área urbana do município e passar a conviver de forma pacífica com moradores. O animal foi visto diversas vezes caminhando perto de casas, comércios e até na rua principal, o que chamou a atenção da população e da imprensa regional. Aos poucos, a anta deixou de ser apenas um bicho do mato para se tornar símbolo de identidade da cidade e motivo de curiosidade para visitantes.

A presença constante do animal, que não demonstrava comportamento agressivo, fez com que muitos moradores começassem a registrar fotos e vídeos, compartilhados em redes sociais. A repercussão ajudou a consolidar a imagem da anta como mascote de Anaurilândia, associando o município à fauna típica do Pantanal e do Cerrado. O episódio também abriu espaço para discussões sobre preservação ambiental e convivência entre comunidades humanas e animais silvestres.

Anta Tico, a mascote da cidade matogrossense de Anaurilândia.
Anta Tico, a mascote da cidade matogrossense de Anaurilândia.
Foto: Reprodução de TV / Giro 10

Por que a anta virou mascote em Anaurilândia?

A anta em Anaurilândia ganhou o posto de mascote principalmente por causa da maneira como passou a circular pela cidade sem causar incidentes relevantes. A cena de um animal silvestre de grande porte caminhando calmamente por ruas asfaltadas despertou curiosidade, mas também uma espécie de respeito silencioso. Em vez de ser enxotada, a anta acabou sendo tolerada e, com o tempo, incorporada ao cotidiano local.

Reportagens produzidas na região indicam que o animal aparecia com certa frequência, sempre na mesma área, o que levou parte dos moradores a identificá-lo quase como um "vizinho" recorrente. Essa convivência relativamente tranquila foi determinante para que a anta deixasse de ser vista apenas como animal selvagem e passasse a ser tratada como símbolo da cidade. A partir daí, começaram a surgir apelidos, referências em conversas do dia a dia e até sugestões de uso da imagem do bicho em materiais promocionais do município.

Anta de Anaurilândia: qual a relação com a fauna do Mato Grosso do Sul?

A presença da anta em Anaurilândia está diretamente ligada ao ambiente natural do Mato Grosso do Sul, estado que abriga importantes áreas de Cerrado e Pantanal. A anta-brasileira é considerada o maior mamífero terrestre da América do Sul e depende de regiões com vegetação, cursos d'água e disponibilidade de alimento. Em municípios que ainda preservam parte de sua cobertura vegetal, é mais comum que esses animais circulem entre áreas rurais e zonas próximas ao perímetro urbano.

Quando uma anta aparece dentro da cidade, como ocorreu em Anaurilândia, o episódio costuma refletir fatores como:

  • proximidade entre áreas de mata e bairros residenciais;
  • busca por água e alimento em períodos de seca;
  • alterações no habitat, como desmatamento ou expansão agrícola;
  • maior registro por causa de celulares e redes sociais.

Nesse contexto, a anta que virou mascote ajuda a lembrar que o município está inserido em uma região de rica biodiversidade, onde o contato entre seres humanos e fauna nativa tende a ser mais frequente.

Como a anta-mascote influencia a imagem de Anaurilândia?

A adoção simbólica da anta como mascote de Anaurilândia influencia a forma como a cidade é percebida tanto por moradores quanto por visitantes. A história do animal circulando pela zona urbana reforça uma identidade associada à natureza e à vida no interior, o que pode ser usado em ações de turismo e educação ambiental. Mesmo sem um planejamento formal, a figura da anta tornou-se uma espécie de marca espontânea do município.

Em muitas cidades brasileiras, personagens ligados à fauna local acabam entrando em campanhas escolares, projetos culturais e materiais informativos. Em Anaurilândia, a anta pode ser utilizada em:

  1. atividades de conscientização sobre cuidados com animais silvestres;
  2. campanhas sobre redução de atropelamentos em rodovias;
  3. projetos turísticos voltados à observação de fauna;
  4. ações educativas em escolas municipais e estaduais.

Essa associação contribui para fortalecer o cuidado com o meio ambiente e reforça a ideia de que a presença de animais silvestres, quando respeitada, pode se transformar em elemento de identidade local.

O que a história da anta em Anaurilândia mostra sobre convivência com animais silvestres?

O caso da anta que virou mascote em Anaurilândia evidencia um cenário cada vez mais comum em cidades próximas a áreas naturais: a aproximação entre fauna nativa e zonas urbanas. Em vez de se transformar em conflito intenso, o episódio demonstrou que a população pode adotar uma postura de observação, respeito e cuidado, desde que sejam seguidas orientações de órgãos ambientais e de segurança.

Especialistas costumam destacar que a melhor forma de lidar com animais silvestres em área urbana é evitar aproximação excessiva, não oferecer alimentos e acionar órgãos responsáveis quando houver risco de acidentes. No caso de Anaurilândia, a anta acabou se transformando em mascote justamente porque a presença dela foi encarada com cautela, mas também com reconhecimento de seu papel como representante da fauna regional. Assim, a história do animal resume uma convivência possível entre cidade e natureza, marcada pela visibilidade que um único indivíduo da espécie alcançou ao circular pelas ruas de um pequeno município sul-mato-grossense.

Giro 10
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