Yungblud fala sobre Ozzy, Aerosmith — e seus próximos passos
"Muita gente tem muito a dizer sobre mim", diz Yungblud em nossa nova entrevista. "Acho isso divertido".
"Muita gente tem muito a dizer sobre mim", diz Yungblud no novo episódio de Rolling Stone Music Now. "Mas acho que é pra isso que estou aqui. Não me abala. Acho divertido. Adoro ler os comentários sobre mim. É só combustível".
Haters à parte, Yungblud parece ter se encontrado — e conquistou atenção de praticamente todas as estrelas veteranas do rock — com as vibrações de rock clássico de Idols (2025), que lhe rendeu duas indicações ao Grammy (além de outra por sua performance no show final de Ozzy Osbourne). No episódio, ele fala sobre sua jornada até aquele álbum, os dois novos álbuns que está trabalhando (parte dois de Idols, além de um trabalho totalmente novo com Andrew Watt), seu EP com Aerosmith, e muito mais. Alguns destaques a seguir; para ouvir a discussão completa, ouça no Apple Podcasts ou Spotify, ou apenas aperte play acima.
A parte dois de Idols chegará "iminentemente". Yungblud revela que o álbum abrirá com uma música chamada "I Need You to Make the World Seem Fine". Ele compartilha algumas letras: "Pictures of idols rise up and fall/Wish you knew it all/Lift your head from the pillow, you've been missing enough/Built yourself a wall". Ele descreve a mudança entre os álbuns: "A primeira parte é sobre autorrecuperação e voar, aprender a ganhar suas asas. A próxima parte é o realismo de verdade — como você vive no mundo real como essa pessoa que descobriu? É um pouco mais cínico".
Yungblud sabia o quanto estava em jogo em sua performance de "Changes" no show final de Osbourne. "Eu sabia que este momento era um momento Davi e Golias pra mim", ele diz. "25 mil pessoas não faziam a menor ideia de quem eu era. 15 mil a 20 mil delas me odiavam — definitivamente 'farsante', seja lá como você queira me chamar. E então cerca de cinco mil a 10 mil pessoas curtiam meu trampo. Mas eu estava pronto para isso porque tinha acabado de fazer um álbum onde tive que me encarar. Subi no palco e quase descobri como me expor completamente, abrir mão de qualquer ego ou insegurança, e simplesmente agradecer ao meu herói".
Ele estava em contato frequente com Osbourne pouco antes de sua morte. "Foi a maior onda emocional que já tive que enfrentar", ele diz. "As últimas três semanas antes dele partir, estávamos no telefone, trocando mensagens, ligando, conectados. Eu estava tentando conhecer esse cara que amo desde os dois anos de idade. Sobre quem basicamente escrevi um álbum — ele, Freddie, Mick e Bowie. E aí eu o perco. Foi como se eu tivesse manifestado toda essa merda quando estava escrevendo esse álbum. É uma viagem fudida, cara".
Ele abertamente odeia algumas músicas de seu álbum autointitulado de 2022. "'Don't Go'? Odeio", ele diz, acrescentando que o álbum tinha "nenhuma jornada, nenhuma linha condutora coesa, nenhum senso de identidade. Ouvi muitas pessoas. Ouvi o que as pessoas queriam de mim em vez do que eu queria lançar. Em retrospectiva, esse foi o álbum onde eu estava perdido. Isso me levou a Idols. Foi o despertar".
Ele nunca desejou estar em uma banda em vez de ser um artista solo. "De jeito nenhum", ele diz. "Porque eu posso tomar as decisões. Acho que arte não deve ter compromisso. Quando ouvi opiniões e encontrei alguém no meio do caminho, minha arte foi uma merda. É por isso que tantas bandas estão em relacionamentos tão massivamente turbulentos por anos — porque uma ponte que você abriu sua alma e deu ao mundo foi cortada pela sua contraparte".
Seu próximo álbum com Andrew Watt será muito mais cru. "Idols foi extremamente maximalista", ele diz. "O que eu e Watt queremos fazer é extremamente minimalista. Realmente queremos fazer soar ao vivo, como uma banda. Talvez nem gravemos com um clique. Tenho ouvido Jeff Buckley e Chris Cornell e Scott Weiland, entrando nessa zona de '93 MTV Unplugged, Stone Temple Pilots, Nirvana. Minha coisa favorita que Bowie disse foi: 'Eu olharia para o último álbum e iria completamente na direção oposta'. Se você tem três minutos e cinco acordes e a verdade, o que você vai fazer?".
Seu recente EP com Aerosmith surgiu naturalmente. "Muitas estrelas do rock me procuraram depois que 'Hello Heaven' saiu", diz Yungblud. "Brian May me procurou. Joe Perry me procurou". Ele voou para a Flórida para encontrar Perry, e Perry mencionou que ele e Steven Tyler tinham conversado sobre voltar ao estúdio após a lesão vocal de Tyler. "Fiquei tipo, 'Me deixem participar em qualquer capacidade — serei um compositor, serei um produtor, o que vocês quiserem'", lembra Yungblud. "Eles falaram, 'Gostamos de como esse álbum soa aderente ao passado, mas completamente novo. Você nos dá um pouco disso?'" A colaboração deu frutos rapidamente: "Se você está num primeiro encontro, ou você vai transar ou vai odiar um ao outro. Em duas horas, 'My Only Angel' saiu".
Yungblud também se deu bem com Eddie Vedder em um show corporativo com várias estrelas recente. "Eddie é uma inspiração tão grande pra mim, especialmente vocalmente", diz Yungblud. "Acho que podemos escrever juntos no futuro".
Como aparentemente todo fã de rock, Yungblud curte Geese. "Amo Geese", ele disse. "Acho eles fodas". Ele os vê como prova de que o rock está prosperando de múltiplas direções novamente: "Pra mim, Geese são uma banda de rock. Embora pra mim eles soem como os primeiros Strokes, Nick Cave, Tom Waits, Leonard Cohen — é de onde eles vêm, mas pra mim isso é rock. Pra mim, Elton John era rock. Michael Hutchence era rock. INXS era rock".