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Atração do Planeta Terra, Strokes alfineta Kanye West no Coachella

18 abr 2011 - 09h39
(atualizado às 13h09)
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Renato Beolchi
Direto de Indio

Dividindo o posto de headliner do encerramento do festival Coachella 2011 com o rapper Kanye West, os nova-iorquinos dos Strokes não deixaram barato. Se atrasaram para entrar no palco, fizeram o show mais barulhento de todo o evento e ainda alfinetaram o rapper, que tocaria depois deles. "Kanye (West) hein? Isso é sério? Como vocês ousam?", perguntou o vocalista Julian Casablancas demonstrando um pouco caso. A banda de Nova York volta ao Brasil para se apresentar no

O vocalista do Strokes, Julian Casablancas, subiu ao palco perguntando o que tinha acontecido nos outros dias de festival
O vocalista do Strokes, Julian Casablancas, subiu ao palco perguntando o que tinha acontecido nos outros dias de festival
Foto: Getty Images
Planeta Terra 2011

, no dia 5 de novembro.

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O Coachella encerrou neste domingo após contar com shows de Arcade Fire, Kings Of Leon, Chemical Brothers, entre os principais. A apoteose musical alcançada pelo Arcade Fire no dia seguinte apenas redobrou a expectativa pela apresentação dos Strokes. Com um álbum tão criticado quanto recente para ajudar no repertório, Casablancas ainda abriu a noite dizendo desconhecer o que havia acontecido nos outros dias. "Me contem, o festival está legal? Eu não ouvi falar de nada, estava no meu jatinho.", brincou. A banda abriu a noite com I Can't Win, Hard To Explain e a nova Under Cover of Darkness, primeira faixa de trabalho do novo disco, Angles.

No palco, o Strokes seguiu a sua forma minimalista: músicos grudados no chão, iluminação básica, e o vocalista com um humor ácido e jeito balé. Com pista cheia, o repertório foi abordando bem os quatro discos da banda. A resposta maior da plateia, entretanto, veio mais forte nas músicas de This Is It, CD de estreia do grupo que já completa 10 anos.

A reta final do show veio com a poderosa trinca Reptilia, Last Nite e Take It Or Leave It. Como subiram ao palco com atraso, o setlist original programado para o show sofreu uma cirurgia de emergência e foram amputadas Taken for a Fool, Under Control e Gratisfaction, todas do disco novo. O volume do show chegou até a prejudicar outros shows. PJ Harvey, que mostrou em seu show algumas canções de Let England Shake, seu último álbum, atrasou sua apresentação, a última do Open Theatre, em quase 20 minutos para poder esperar o fim da performance dos Strokes.

Ficou então com Kanye West a função de encerrar o evento. O rapper americano fez um show longo, com 27 canções, muitas delas baseadas em seu último lançamento, o aclamado My Beautiful Dark Twisted Fantasy. Teve até espaço para um cover no repertório. Swagger Like Us, do amigo Jay-Z marcou presença no show.

Atração das mais aguardadas no palco principal do festival, o Duran Duran fez um show apenas razoável. Os principais clássicos da banda estavam no repertório, caso de Planet Earth e Hungry Like Wolf, que abriram o show, Notorius e A View To A Kill, que ganhou a presença de um quarteto de cordas. Nem assim a resposta do público veio à altura. Nem a presença de Ana Matronic do Scissor Sisters, para cantar Safe (In The Heat Of The Moment) conseguiu empolgar.

Ao mesmo tempo, no Outdoor Theatre, o The National não tinha do que reclamar. O repertório, bastante semelhante com o que a banda apresentou no Lollapalooza chileno e no show em São Paulo no fim do mês passado. Em Mr. November, por exemplo, o vocalista Matt Berninger repetiu o gesto que fez no Brasil e desceu ao público para cantar. Fake Empire trouxe de volta a empolgarão do público após a babadinha melosa England, e Terrible Love passou a régua no show do grupo que se apresenta na próxima sexta-feira em Chicago ao lado do Arcade Fire.

Ao deixar o palco, ganhou dos fãs reação inédita neste festival: um pedido sonoro por mais uma canção. Com o tempo apertado entre um show e outro, o bis foi recurso concedido apenas às atrações que fecharam o palco principal: Chemical Brothers na sexta, e Arcade Fire no sábado.

Surpresa positiva também foi o show do Death From Above 1979. O duo canadense tinha a missão de fazer o show antes do Duran Duran e não sentiu o peso da responsabilidade. Enérgico e pesado, o grupo composto apenas pelo baixista Jesse F. Keeler e pelo baterista e vocalista Sebastien Grainger fez uma apresentação memorável nesta edição do Coachella.

A apresentação foi a segunda do grupo desde que anunciaram sua volta. A banda, surgida e 2001, encerrou as atividades há cinco anos, mas no começo de 2011 decidiram retomar as atividades. Com o baixo distorcido de Keeler e a bateria frenética de Grainger a banda foi uma das mais pesadas a passar pelo palco principal do Coachella este ano.

Exatamente antes aconteceu a apresentação do rapper Nas em um show especial ao lado do filho de Bob Marley, Damian. A mistura de hip hop agradou ao público apesar da distância musical com o estilo predominante do festival. Contou com pista cheia durante toda a performance que aconteceu ainda sob sol forte num domingo que teve recorde de calor.

Tendas
A tarde também contou com boas surpresas. Na tenda Mojave, os brasileiros do Cansei de Ser Sexy fizeram um show que lotou o local. Durante 50 minutos, Lovefoxxx e companhia levantaram o público. O grupo, que ficou anos sem se apresentar no Brasil e que está radicado em Londres, não se intimidou com a fama do festival e foram legitimamente empolgantes. Mostraram-se uma banda bem mais madura do que a que fez apresentações apenas medianas no Brasil em anos anteriores.

Os hits marcantes como Of The Hook e Bezzi, além da presença de palco da frontwoman Luísa LoveFoxxx, ajudaram a incendiar a tenda. Em Alalá, que encerrou o show, Lovefoxxx pediu ajuda do público no refrão, pulou nos braços dos fãs e foi sendo levada pela onda de braços anônimos. Na volta ao palco ainda levantou a blusa e mostrou o sutiã. Ao final, sem fôlego, agradeceu a resposta da plateia. "Tocar aqui (no Coachella) sempre foi um sonho nosso. (A reação de vocês) foi muito mais do que nós esperávamos", resumiu.

Todos pelo show

No Coachella, o público é quase que obrigado a se divertir. O espírito de festa contagia a todos, especialmente os funcionários. A caminhada pelo perímetro montado pelos organizadores consome pelo menos 30 minutos. A cada 100 metros um segurança verifica se todos estão com a pulseirinha que garante o ingresso na área dos shows. A abordagem é sempre bem humorada e normalnte terminava com um "toca aqui" por parte dos seguranças querendo cumprimentar cada um do público.

Outra recomendação quase exaustiva é a pelo consumo de água. A região do deserto na Vale de Coachella e escaldante nesta época do ano. O domingo registrou temperatura recorde neste domingo: 38 graus, com sensação térmica ainda maior. Ainda que o consumo de bebidas alcóolicas seja liberado - em áreas reservadas apenas - o calor foi o grande vilão na maioria dos atendimentos médicos.

Confira o setlist completo do show do Strokes:

I Can't Win

Hard To Explain

Under Cover of Darkness

New York City Cops

Games

Someday

You're So Right

The Modern Age

You Only Live Once

Taken for a Fool

Juicebox

Under Control

Gratisfaction

Reptilia

Last Nite

Take It Or Leave It

Confira o setlist complete do show de Kanye West:

Dark Fantasy

Power

Jesus Walks

Can't Tell Me Nothing

Diamonds from Sierra Leone

Hell of a Life

Monster

Flashing Lights

Good Life

Love Lockdown

Say You Will

Heartless

Swagger Like Us

Run This Town

We Will Rock You

E.T.

Homecoming

Through The Wire

All Falls Down

Touch The Sky

Gold Digger

All of the Lights

Stronger

Runaway

Lost in the World

Hey, Mama

Fonte: Terra
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