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Míriam Leitão é eleita imortal da Academia Brasileira de Letras

A jornalista e escritora ocupará a cadeira 7, que pertenceu ao cineasta Cacá Diegues

30 abr 2025 - 18h48
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A jornalista Miriam Leitão em foto de 2013.
A jornalista Miriam Leitão em foto de 2013.
Foto: Denise Andrade/Estadão / Estadão

Míriam Leitão foi eleita imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL) nesta quarta-feira, 30. A jornalista e escritora de 72 anos ocupará a cadeira 7, que pertenceu ao cineasta Cacá Diegues, morto em fevereiro.

A eleição aconteceu na sede da ABL no Rio de Janeiro, com urnas eletrônicas cedidas pelo TRE-RJ. Míriam venceu com 20 votos, superando o economista, ex-senador e ministro Cristovam Buarque, que recebeu 14 votos. No total, 16 nomes estavam inscritos na disputa, incluindo Tom Farias, Rodrigo Cabrera Gonzales e Edir Meirelles.

Com a escolha, a ABL aumenta a presença feminina no quadro de imortais para cinco nomes. Em maio, ocorrem novas eleições na ABL para os sucessores de Heloisa Teixeira e Marcos Vilaça, que ocupavam as cadeira 30 e 26, respectivamente. Ambos morreram no final de março.

A trajetória de Míriam Leitão, a nova imortal da ABL

Nascida em Caratinga, Minas Gerais, Míriam Leitão é filha de educadores e começou a trajetória profissional no jornalismo. Ela soma cinco décadas de carreira, ao longo das quais analisou aspectos cruciais da política e da economia brasileiras. Passou por vários veículos de imprensa e atuou no Espírito Santo, São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro.

Desde 1991 no grupo Globo, é atualmente colunista no O Globo e comentarista na TV, além de âncora de seu próprio programa de entrevistas na Globonews.

Míriam conquistou diversos prêmios na área: o Prêmio Maria Moors Cabot, da Universidade de Columbia; o Prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos, pelo documentário História Inacabada, sobre o desaparecimento de Rubens Paiva; e o Prêmio Esso pela reportagem com Sebastião Salgado sobre o povo indígena Awá Guajá, dentre outros.

Como escritora, tem 16 livros publicados, entre títulos de não ficção, crônica, romance e livros infantis. Pelo livro-reportagem Amazônia na Encruzilhada (Intrínseca), sua obra mais recente, foi escolhida como a intelectual do ano de 2024 do Troféu Juca Pato, que premia, desde 1962, pensadores de relevância nacional.

Capa de 'Amazônia na Encruzilhada' da jornalista Miriam Leitão, da editora Intrínseca.
Capa de 'Amazônia na Encruzilhada' da jornalista Miriam Leitão, da editora Intrínseca.
Foto: Intrínseca/Divulgação / Estadão

Com Saga brasileira, a longa luta de um povo por sua moeda (Record), de 2012, venceu o Prêmio Jabuti de livro reportagem e de livro do ano de não ficção. Figurou novamente entre finalistas do prêmio em 2018, com Refúgio no sábado — crônicas (Intrínseca).

Publicou também um único romance, Tempos Extremos (Intrínseca), em 2014. Para o público infanto-juvenil, já lançou oito obras pela editora Rocco.

Aos 19 anos, grávida, Míriam foi presa e torturada pela ditadura militar. É até hoje importante voz na defesa da democracia e da liberdade de expressão. A jornalista é casada com o cientista político Sérgio Abranches, tem dois filhos e um enteado, e quatro netos.

Estadão
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