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Marjorie Estiano revela lições de luta feminina ao viver Ângela Diniz em série da HBO Max: 'Consciência histórica'

A atriz Marjorie Estiano revelou como a discussão sobre violência contra a mulher impacta sua vida pessoal

2 dez 2025 - 17h33
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Em Ângela Diniz: Assassinada e Condenada, nova série da HBO, Marjorie Estiano vive a personagem-título. Nesta conversa, a atriz contempla as profundas transformações que a personagem lhe trouxe como artista e mulher, abordando a importância de lutar pelo direito ao prazer e a consciência histórica sobre a violência de gênero no Brasil.

Marjorie Estiano revela lições de luta feminina ao viver Ângela Diniz em série da HBO Max
Marjorie Estiano revela lições de luta feminina ao viver Ângela Diniz em série da HBO Max
Foto: Reprodução: Revista Contigo! / Contigo

Como você se transformou com essa personagem?

"Essas transformações vão se dando ao longo do tempo, não acontecem de uma hora para outra. A oportunidade de estudar sobre temas que são coletivos, que são sociais, que são parte integrante de mim é sempre uma oportunidade de me transformar, é um processo analítico. Ter feito a Ângela, que é uma personagem que se dedica ao prazer, se autoriza o prazer, é algo muito importante na cultura brasileira. A gente sente, muitas vezes, a culpa de sentir prazer, de tirar férias. A Ângela se autorizava a se dar prazer, ter liberdade de viver, ela não quer conquistar absolutamente nada, a beleza da vida é viver. Isso é um ensinamento importante para todos nós. Eu me identifico com essa falta de autorização de prazer, de beleza, de liberdade. A minha vida sempre foi muito trabalho, compromisso, seriedade. Foi a oportunidade de me experimentar na liberdade, leveza, prazer e isso é muito valioso."

Quais lições aprendeu ao viver Ângela Diniz?

"Foram muitas coisas que viver essa personagem me trouxe e continua me trazendo: consciência histórica sobre a luta pelo direito das mulheres, a consciência sobre o impacto e a força de uma formação de gênero, de uma sociedade machista. Quando você estuda sobre isso, você começa a enxergar melhor. Enxergar melhor a sociedade, a sua própria vida, as suas relações."

Como discutir violência contra a mulher te afeta?

"É algo que me impacta diretamente, o fato de ser uma violência de gênero. Eu não só já sofri inúmeras, como vou continuar sofrendo. Porque essa é uma realidade, a gente está aqui justamente tentando trabalhar em uma reeducação, de uma transformação de pensamento, de sociedade. Essas transformações são mais lentas. A gente consegue comprovar isso de acordo com as leis. A teoria da legítima defesa da honra caiu em 2023. A gente continua tendo de fazer novas leis de proteção à mulher. O que reflete para mim que a mentalidade não mudou. A gente está precisando das leis, porque a gente continua sendo ameaçada. O fato de ser tão diretamente impactada é um elemento que me trouxe um engajamento muito grande."

O que essa personagem traz de novidade para você?

"O fato de a personalidade da Ângela ser muito livre, muito dada ao prazer, a curtir a filha, a praia, os amigos, beber, festa, transar… Isso é inédito, inovador. Não só para as minhas personagens. De uma maneira geral, as personagens femininas não são construídas para sentir prazer, as personagens femininas estão sempre ali para sofrer."

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