Premiado diretor da Broadway, Hal Prince morre aos 91 anos
Harold "Hal" Prince atuou como produtor e diretor de sucessos como "O Fantasma da Ópera", "Amor, Sublime Amor" e "Um Violinista no Telhado"
Harold "Hal" Prince, que estabeleceu um recorde ao receber 21 prêmios Tony como produtor e diretor de alguns dos maiores sucessos da Broadway na segunda metade do século 20, como "O Fantasma da Ópera", "Amor, Sublime Amor", "Um Violinista no Telhado", "Cabaré" e "Evita", morreu nesta quarta-feira, aos 91 anos.
Prince morreu em Reykjavik, na Islândia, após uma doença curta, disse seu assessor de imprensa.
Ele ficou famoso por suas colaborações dinâmicas com dois compositores, o norte-americano Stephen Sondheim e o britânico Andrew Lloyd Webber, e foi um protegido do lendário produtor da Broadway George Abbott.
O próprio Prince se tornou um produtor prodígio nos anos 1950 graças a êxitos como "Amor, Sublime Amor", uma recriagem inovadora do "Romeu e Julieta", de Shakespeare.
Ele se voltou à direção nos anos 1960 com sucessos como "Cabaré", situado na Berlim decadente da época da ascensão do nazismo, pelo qual recebeu o primeiro de seus oito prêmios Tony de melhor diretor.
Ele se uniu a Sondheim para criar uma série de musicais sofisticados nos anos 1970, e depois fez uma parceria com Lloyd Webber nos sucessos "Evita" e "O Fantasma da Ópera", que se tornou o espetáculo mais longevo da história da Broadway.
Em 1979, Prince dirigiu dois grandes sucessos que estrearam com meses de diferença na Broadway. Em março, "Sweeney Todd" --história macabra de um barbeiro assassino contada ao som da música de Sondheim-- entrou em cartaz, e em setembro Prince levou "Evita" de Londres a Nova York, onde havia estreado no ano anterior, contando a história de Eva Perón, a esposa carismática do líder argentino Juan Perón, com trilha sonora de Lloyd Webber.