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Premiado diretor da Broadway, Hal Prince morre aos 91 anos

Harold "Hal" Prince atuou como produtor e diretor de sucessos como "O Fantasma da Ópera", "Amor, Sublime Amor" e "Um Violinista no Telhado"

31 jul 2019 - 15h20
(atualizado às 15h37)
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Diretor Harold Prince e compositor Andrew Lloyd Webber após apresentação de "O Fantasma da Ópera" em Nova York
09/01/2006
 REUTERS/Seth Wenig/File Photo
Diretor Harold Prince e compositor Andrew Lloyd Webber após apresentação de "O Fantasma da Ópera" em Nova York 09/01/2006 REUTERS/Seth Wenig/File Photo
Foto: Reuters

Harold "Hal" Prince, que estabeleceu um recorde ao receber 21 prêmios Tony como produtor e diretor de alguns dos maiores sucessos da Broadway na segunda metade do século 20, como "O Fantasma da Ópera", "Amor, Sublime Amor", "Um Violinista no Telhado", "Cabaré" e "Evita", morreu nesta quarta-feira, aos 91 anos.

Prince morreu em Reykjavik, na Islândia, após uma doença curta, disse seu assessor de imprensa.

Ele ficou famoso por suas colaborações dinâmicas com dois compositores, o norte-americano Stephen Sondheim e o britânico Andrew Lloyd Webber, e foi um protegido do lendário produtor da Broadway George Abbott.

O próprio Prince se tornou um produtor prodígio nos anos 1950 graças a êxitos como "Amor, Sublime Amor", uma recriagem inovadora do "Romeu e Julieta", de Shakespeare.

Ele se voltou à direção nos anos 1960 com sucessos como "Cabaré", situado na Berlim decadente da época da ascensão do nazismo, pelo qual recebeu o primeiro de seus oito prêmios Tony de melhor diretor.

Ele se uniu a Sondheim para criar uma série de musicais sofisticados nos anos 1970, e depois fez uma parceria com Lloyd Webber nos sucessos "Evita" e "O Fantasma da Ópera", que se tornou o espetáculo mais longevo da história da Broadway.

Em 1979, Prince dirigiu dois grandes sucessos que estrearam com meses de diferença na Broadway. Em março, "Sweeney Todd" --história macabra de um barbeiro assassino contada ao som da música de Sondheim-- entrou em cartaz, e em setembro Prince levou "Evita" de Londres a Nova York, onde havia estreado no ano anterior, contando a história de Eva Perón, a esposa carismática do líder argentino Juan Perón, com trilha sonora de Lloyd Webber.

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