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Willie Garson (1964-2021)

21 set 2021 22h32
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Foto: Divulgação/USA Network / Pipoca Moderna

O ator Willie Garson, que estrelou as séries "Sex and the City" e "White Collar", morreu nesta terça (21/9) aos 57 anos, de uma doença não esclarecida. A causa da morte não foi divulgada.

Garson formou-se com um mestrado em Belas Artes pela Yale School of Drama no começo dos anos 1980, e logo após a graduação começou a aparecer em pequenos papéis em alguns dos programas de televisão mais populares da época, incluindo "Cheers" (1982), "Family Ties" (1982) e "LA Law" (1986).

Sua carreira começou a decolar nos 1990, conquistando papéis maiores em atrações como "Contra Tempos" (Quantum Leap), "Louco por Você" (Mad About You), "Arquivo X" (X-Files), "Friends" e "Twin Peaks", além de participações em sucessos de bilheteria, incluindo "O Feitiço do Tempo" (1993), onde interpretou o assistente de Bill Murray, "Marte Ataca!" (1996), de Tim Burton, o impagável "Quero Ser John Malkovich" (1999), de Spike Jonze, e vários filmes de Peter e Bobby Farrelly, como "Kingpin: Estes Loucos Reis do Boliche" (1996), "Quem Vai Ficar com Mary?" (1998) e "Amor em Jogo" (2005).

As pequenas participações ficaram definitivamente para trás quando ele entrou na popular série da HBO "Sex and the City" em 1998, no papel do agente de talentos Stanford, o espirituoso e estiloso melhor amigo de Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker). Garson reprisou o papel nos dois filmes da franquia, "Sex and the City" (2008) e "Sex and the City 2" (2010), e estava gravando os episódios da nova série derivada, "And Just Like That…" para a HBO Max.

Depois de "Sex and the City", ele conseguiu ainda mais destaque ao viver o astuto vigarista Mozzie em "White Collar", grande sucesso da USA Network, entre 2009 e 2014. Exibida na TV Globo como "Crimes do Colarinho Branco", a série girava em torno de um larápio refinado, Neal Caffrey, papel que consagrou o ator Matt Bomer. Na trama, Caffrey fazia um acordo com o FBI para ajudar em investigações de roubos de arte e assim evitar sua prisão. Só que, paralelamente, seguia sua própria agenda golpista com a ajuda de Mozzie.

Mais recentemente, ele apareceu como um novo vigarista, Gerald Hirsch, de forma recorrente no reboot de "Hawaii Five-0", de 2015 a 2020, dublou a série "Big Mouth" da Netflix e foi o criminoso Steve Lomeli, companheiro de cela de Lex Luthor em "Supergirl" (em 2019 e 2020).

"Willie Garson foi na vida, assim como na tela, um amigo dedicado e uma luz brilhante para todos em seu universo", disse a HBO em um comunicado. "Ele criou um dos personagens mais queridos do panteão da HBO e foi membro de nossa família por quase 25 anos. Ficamos profundamente tristes ao saber de seu falecimento e estendemos nossas sinceras condolências à sua família e entes queridos."

Mario Cantone, parceiro de Garson em "Sex and the City", prestou homenagem a seu amigo no Twitter. "Eu não poderia ter tido um parceiro de TV mais brilhante", ele tuitou. "Estou arrasado e oprimido pela tristeza. Retirado de todos nós tão cedo. Você foi um presente dos deuses. Descanse, meu doce amigo. Eu amo Você."

"A família 'Sex and the City' perdeu um dos seus integrantes. Nosso incrível Willie Garson", escreveu Michael Patrick King, produtor executivo de "Sex and the City" e "And Just Like That…". "Seu espírito e dedicação ao seu ofício estavam presentes todos os dias nas gravações de 'And Just Like That'. Ele estava lá - dando-nos tudo de si - mesmo quando estava doente. Sua infinidade de dons como ator e pessoa fará falta para todos. Neste momento triste e escuro, somos confortados por nossa memória de sua alegria e luz", completou.

Seu colega em "White Collar" também se manifestou. "Willie. Não entendo. E não é justo", escreveu Matt Bomer. "Você me ensinou muito sobre coragem, resiliência e amor. Ainda não consigo imaginar viver em um mundo sem você - onde não posso ligar para você quando preciso rir ou me inspirar", acrescentou. "Eu te amo para sempre Willie Garson. Você seguirá vivo em nossos corações e mentes, e sua família 'White Collar' estará sempre aqui para Nathen".

Garson adotou um filho, Nathen, em 2009, e se tornou uma defensor ferrenho da adoção de crianças, tendo servido duas vezes como porta-voz do Dia Nacional de Adoção.

Nathen também prestou homenagem a Garson no Instagram, escrevendo: "Eu te amo muito papai. Descanse em paz e estou tão feliz que você compartilhou todas as suas aventuras comigo e foi capaz de realizar tanto. Estou tão orgulhoso de você. Sempre amarei você, mas acho que é hora de você embarcar em uma aventura só sua. Você sempre estará comigo. Te amo mais do que você jamais saberá e estou feliz que você possa estar em paz agora. Você foi a pessoa mais durona, engraçada e inteligente que conheci. Estou feliz que tenha compartilhado seu amor comigo. Jamais esquecerei."

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