“Sou dona do meu corpo e não tenho vergonha de nada do que faço”, diz Rita Cadillac sobre polêmica
Atriz comenta o desentendimento com o apresentador do podcast ‘Intervenção’ e o motivo de evitar falar da atuação em plataforma adulta
No fim de uma gravação para o ‘Intervenção Podcast’, apresentado por Roger Turchetti, Rita Cadillac manifestou desconforto com a abordagem de um tema, levantou-se e rasgou o papel da autorização de uso de imagem. Em conversa com a coluna, a ex-Chacrete explica o que sentiu e sua reação.
“Em primeiro lugar, eu não tenho vergonha do que faço ou deixo de fazer. Nunca tive, nunca vou ter. Dizem que eu estou tentando evitar falar de plataformas adultas. Nunca me neguei. Tanto que eu sempre falo em todos os podcasts: ‘tenho, sim, inclusive se inscrevam lá’. Só que eu tenho muito mais coisas a dizer”, afirma.
“O que me deixou ‘pê’ da vida foi quando ele disse que fiz uma cena de incesto com uma afilhada, minha sobrinha. Ela não é minha sobrinha, é minha afilhada somente de nome, não tem nada a ver com sangue.”
A artista detalhou o que ocorreu. “Dá para ver na imagem que eu estou atrás de um vidro pegando um papel numa mesa. Voltei para lá (no estúdio) e rasguei na frente dele. Sempre que vou em um podcast, eu digo que só não quero falar de filmes adultos, mas podemos conversar. É sempre assim. Ele perguntou antes de a gente começar. Eu falei: ‘só não gosto de falar de filmes adultos’.”
Rita comentou um pouco mais sobre o trabalho que gerou o mal-estar diante das câmeras. “A cena que fiz com a Cleo não é incestuosa porque não temos laço de sangue. Ela é simplesmente afiliada de nome. Não tem nada a ver falar de incesto. Por isso, eu me senti ofendida e muito.”
Ela argumenta que a abordagem de sua atuação com conteúdo 18+ pode afetar relações próximas. “Em respeito às pessoas que gostam de mim, aos que me seguem, à minha família, eu evito falar sobre isso. Não sinto vergonha. Eu tenho esse direito de não querer falar”, afirma.
Disse ainda ter reprovado o tema por enxergar uma tentativa de viralizar a entrevista em cima de assunto polêmico. “Eu falei, e foi lá no ar, é que ele ia conseguir ‘n’ cortes para colocar. E daria o quê? O que está dando: todo mundo falando. Já viu quantos ‘views’ ele conseguiu? Pesquisa lá quantos ele tinha e quanto está dando com isso aí.”
A atriz e dançarina assegura que o trabalho com imagens eróticas não mudou sua relação com o público. “Todas as mulheres sempre me parabenizam. Na rua, falam que eu tenho muita coragem por manter uma plataforma adulta aos 72 anos. Eu só tenho que agradecer esse carinho. Nunca me atacam, pelo contrário, me trataram com todo o respeito.”
Ela diz agradar aos saudosistas que a acompanham desde o início da carreira e também à nova geração. “Às vezes, estou jantando, vem uma pessoa de 20, 25 anos e que sabe tudo da minha vida. Eu tenho fã criança, de 3, 4 aninhos. Eles dizem que me adoram e dançam minha música. Eu estou há 52 anos na vida pública, graças a Deus. Não tenho do que reclamar.”
Defensora de causas sociais, Rita Cadillac se mostra preocupada com o aumento da violência de gênero no Brasil. “A sociedade não ataca só as mulheres mais velhas, ataca as novas, todas as mulheres. O número de feminicídios está aumentando a cada ano. Graças a Deus, eu sou dona do meu corpo, assim como muitas mulheres também são. E eu não falo isso de agora, eu falo desde quando comecei na televisão, em 1974. Do meu corpo eu faço o que bem entender.”