Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Saiba por quais crimes ex-professor pode ser condenado após fala polêmica sobre filha de Roberto Justus

Roberto Justus e Ana Paula Siebert fizeram um desabafo nas redes sociais

8 jul 2025 - 14h06
Compartilhar
Exibir comentários

A declaração feita por

Vicky, Ana Paula Siebert e Roberto Justus (Reprodução/Instagram)
Vicky, Ana Paula Siebert e Roberto Justus (Reprodução/Instagram)
Foto: Mais Novela
Marcos Dantas

, ex-docente da UFRJ, envolvendo a expressão "só guilhotina" ao se referir à filha de

Roberto Justus

e

Ana Paula Siebert

, pode acarretar sérios desdobramentos judiciais. O comentário foi feito nas redes sociais após a publicação de uma foto da menina, de apenas cinco anos, utilizando uma bolsa de marca de luxo, e causou grande repercussão. O

Portal LeoDias

, que procurou especialistas em direito digital para entender de que forma o episódio pode ser tratado legalmente, divulgou o que pode acontecer.

Segundo o advogado

Jonatas Lucena

, que atua na área de crimes cibernéticos, a frase divulgada pode ser interpretada como incitação ao crime, conforme descrito no Artigo 286 do Código Penal.

"Esse tipo de fala pode ser interpretado como um incentivo à violência, o que é crime. Mesmo que tenha sido uma 'opinião', a lei trata com seriedade esse tipo de conteúdo",

afirmou Lucena.

Ele também ressaltou que o comentário pode ser visto como apologia ao crime, quando há defesa ou enaltecimento público de ações criminosas. Além disso, se for considerada uma agressão direta à criança, o caso ainda pode configurar crime contra a honra, como difamação ou injúria.

O advogado e perito em crimes digitais

José Milagre

, que também conversou com o veículo, reforçou que o caso pode ter consequências tanto na esfera penal quanto na cível, o que significa que o ex-professor poderá enfrentar ações judiciais e, possivelmente, ser obrigado a indenizar por danos morais.

Milagre enfatiza que a declaração afetou diretamente a dignidade e a imagem de uma criança, o que torna o caso ainda mais grave.

"Mesmo que o post tenha sido apagado, o dano já foi causado. A Justiça entende que é possível pedir retratação, proibição de novas postagens e pagamento de indenização, inclusive aos pais da criança, se for comprovado que eles também foram afetados pela situação"

, explicou.

O especialista acrescentou que a conduta também pode infringir o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que assegura a proteção da dignidade e imagem de menores de idade. "Expor uma criança ao ridículo ou à humilhação pública, especialmente na internet, é algo que pode ser punido com prisão e multa", declarou.

Confira os principais crimes que podem ser apurados nesse contexto:

•Incitação ao crime: quando há estímulo público à prática de ato ilegal;

•Apologia ao crime: quando se faz elogio ou defesa de crime;

•Ameaça: se o comentário for interpretado como intimidador ou amedrontador;

•Ofensa contra menor: ataque direto à honra ou imagem da criança;

•Violação ao ECA: ao expor uma criança de forma constrangedora ou humilhante.

Além da esfera criminal e cível, os especialistas alertam que Marcos Dantas poderá sofrer consequências institucionais, ainda que já esteja aposentado.

"Se houver previsão nas regras da universidade onde ele atuava, é possível abrir uma apuração interna sobre a conduta, principalmente por se tratar de alguém que já representou uma instituição pública"

, observou Milagre.

Outro aspecto relevante é que indivíduos que compartilharam o conteúdo original, sabendo de seu teor ofensivo, também podem ser responsabilizados.

"Se ficou claro que a pessoa sabia do teor ofensivo e mesmo assim ajudou a espalhar, ela também pode responder na Justiça, tanto por danos morais quanto por crime"

, explicou o perito.

Por fim, os advogados recomendam que, em situações como essa, as vítimas façam boletim de ocorrência e armazenem provas, como capturas de tela, para facilitar a investigação policial. Mesmo que o conteúdo seja deletado posteriormente, isso não isenta o autor de prestar contas à Justiça.

Ver essa foto no Instagram

Uma publicação compartilhada por Ana Paula Siebert Justus (@anapaulasiebert)

Leia também: Michelle Barros faz revelação sobre procedimentos estéticos: 'Não estava mais me reconhecendo'

Mais Novela
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade