Término de Ana Castela e Zé Felipe pode ter afetado os filhos: 'Apego'
Término de Ana Castela e Zé Felipe pode ter respingado em Maria Alice, Maria Flor e José Leonardo; veja análise de psiquiatra
O término entre Ana Castela e Zé Felipe foi confirmado de forma discreta no final de 2025 e marcou o fim de um relacionamento que vinha chamando atenção do público. Apesar de não ter sido um casamento, a separação reacende um ponto sensível: o impacto das mudanças afetivas dos pais na vida dos filhos, especialmente quando eles ainda são muito pequenos. Zé Felipe é pai de Maria Alice, Maria Flor e José Leonardo, todos na primeira infância.
Para entender como esse tipo de transição pode afetar crianças dessa faixa etária, conversamos com a pediatra Renata Castro, que explica que os primeiros anos de vida são decisivos para a construção do apego, o vínculo emocional que dá segurança e previsibilidade à criança.
Segundo a especialista, quando pais separados apresentam novos parceiros de forma muito rápida ou sucessiva, principalmente se essas pessoas passam a ocupar espaços de cuidado e intimidade emocional, a criança pode sentir o impacto mesmo sem conseguir expressar isso em palavras.
"Na primeira infância, as crianças criam vínculos com facilidade, mas precisam de continuidade emocional para que esse apego seja saudável", explica.
Renata alerta que rupturas frequentes desses laços podem gerar confusão emocional, insegurança e até comportamentos regressivos, como alterações no sono, na alimentação e aumento da irritabilidade.
"A criança pode vivenciar ansiedade de separação ou dificuldade em identificar quem é sua principal figura de referência", pontua.
Isso não significa que pais separados não devam seguir suas vidas afetivas. O ponto central, segundo a pediatra, está na forma, no tempo e no contexto em que novos relacionamentos são apresentados aos filhos: "Não existe um tempo mínimo rígido, mas estabilidade, previsibilidade e respeito ao ritmo da criança são fundamentais."
Para ela, o foco deve ser sempre proteger o desenvolvimento emocional infantil, integrando a vida afetiva dos adultos com responsabilidade. Em famílias com crianças pequenas, cada mudança no ambiente emocional conta, e o cuidado com essas transições pode fazer toda a diferença na sensação de segurança que elas constroem para o resto da vida.