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Qual o vício de Davi Brito? Psicanalista faz alerta sobre vencedor do BBB 24

Vício de Davi Brito fez com que o influencer sofresse consequências severas; veja a análise do psicanalista Artur Costa.

26 mai 2025 - 17h35
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Qual o vício de Davi Brito? Psicanalista faz alerta sobre vencedor do BBB 24
Qual o vício de Davi Brito? Psicanalista faz alerta sobre vencedor do BBB 24
Foto: Reprodução/Globo / Contigo

O vencedor do Big Brother Brasil 24Davi Brito contou nesta semana que fez uma escolha em nome de sua saúde: a de largar o vício em álcool. "Quem me conhece de verdade sabe o quanto eu era preso nesse vício. A bebida fazia parte da minha rotina, das minhas noites, dos meus finais de semana, das minhas fugas", contou o jovem de apenas 22 anos, que largou a bebida há exatamente um mês. "Chegou um momento em que eu olhei no espelho e não me reconheci mais. Eu vi ali alguém cansado, sem direção, desperdiçando o próprio potencial".

Para entender melhor o assunto, a CONTIGO! conversou com o psicanalista e professor sênior da Associação Brasileira de Psicanálise Clínica (ABPC), especializado em dependência química, Artur Costa. Segundo o profissional, caracteriza-se dependência alcoólica quando o paciente está completamente submissa à substância: "A pessoa perde gradativamente a liberdade de escolha. Deixa de consumir por prazer e passa a beber para suportar a própria existência".

Costa completou que é possível identificar o vício através dos sintomas: "Há um padrão repetitivo e compulsivo de ingestão, apesar das consequências negativas. Isso envolve tolerância (necessidade de doses maiores para o mesmo efeito), abstinência (sintomas físicos e emocionais quando não bebe) e a incapacidade de controlar o uso, mesmo diante de perdas afetivas, profissionais ou sociais".

Uso, abuso e dependência

Uma pesquisa recente do Datafolha mostrou que 55% da população brasileira maior de 18 anos consome álcool, sendo 32% mensalmente. Dados de 2023 do Ministério da Saúde indicam que 22,1% da população adulta brasileira consume álcool de maneira abusiva. De acordo com o Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME), Global Burden of Disease (2024), cerca de 2.9% dos adultos brasileiros eram alcoolatras em 2021. Segundo Costa, existe uma grande diferença entre usar, abusa e depender do álcool. Ele lista:

  • Uso é o consumo ocasional e controlado, geralmente em contextos sociais, sem prejuízos relevantes;
  • Abuso já envolve exagero, com impactos negativos na vida da pessoa, como brigas, faltas no trabalho ou negligência consigo mesmo
  • Dependência é quando o álcool ocupa um lugar central na vida psíquica do sujeito — ele bebe não mais por escolha, mas por necessidade psíquica e física. Nesse estágio, o álcool funciona quase como um "remédio" para aliviar dores internas, angústias e vazios que muitas vezes nem são plenamente conscientes.

Sinais de dependência

De acordo com Costa, pessoas que estão desenvolvendo vicio em álcool podem apresentar sintomas como:

  • Aumento da frequência e da quantidade de consumo;
  • Tentar reduzir e não conseguir;
  • Negligenciar compromissos ou relacionamentos por causa do álcool;
  • Beber sozinho ou em horários inadequados;
  • Precisar beber para relaxar, dormir ou enfrentar problemas;
  • Negação: a pessoa frequentemente minimiza ou justifica seu consumo.

"Na psicanálise, observamos também quando o álcool passa a ser uma defesa contra o sofrimento psíquico. Em vez de elaborar conflitos internos, o sujeito os anestesia", explicou.

Como o álcool afeta o cérebro e o comportamento

O profissional explica que as bebidas alcoólicas funcionam como depressores do sistema nervoso central: "Inicialmente pode provocar euforia e desinibição, mas com o tempo afeta a memória, a concentração, o julgamento e o autocontrole. A longo prazo, pode comprometer estruturas cerebrais ligadas à motivação, ao prazer e ao senso de realidade. No comportamento, isso se traduz em atitudes impulsivas, agressividade, instabilidade emocional e dificuldade de manter vínculos. Na clínica, muitas vezes percebemos que o álcool entra como um 'atalho' para lidar com dores que o sujeito ainda não sabe nomear".

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