Mulher que sofreu 60 socos passa por reconstrução facial e especialista alerta: 'Múltiplos impactos'
Mulher que sofreu 60 socos, Juliana Garcia hoje exibe um rosto completamente diferente; veja
A mulher que foi brutalmente agredida com mais de 60 socos, Juliana Garcia, e passou por cirurgias de reconstrução facial voltou a chamar atenção ao mostrar o resultado dos procedimentos. O caso reacendeu dúvidas sobre como funciona a recuperação após fraturas faciais graves e quais são os limites entre reconstrução médica e intervenções estéticas.
A especialista em harmonização orofacial Simone Lima explica que, em situações de trauma intenso, como agressões físicas, a osteossíntese facial é um procedimento essencial para restaurar a estrutura do rosto. "A osteossíntese facial reposiciona os ossos fraturados e os fixa com placas e parafusos de titânio, um material biocompatível e aceito pelo organismo", afirma. Segundo ela, a técnica é indicada quando há deslocamento ósseo, impedindo a consolidação natural e correta da região.
Esse tipo de intervenção é fundamental não apenas por questões estéticas, mas também funcionais. "Em casos de agressão violenta, múltiplos impactos podem fraturar diferentes regiões da face simultaneamente, tornando a cirurgia essencial para recuperar tanto a função quanto a estética", explica.
Quando não tratadas adequadamente, as fraturas podem causar consequências permanentes. Simone Lima alerta que "os ossos são a base de sustentação do rosto, e fraturas que se consolidam fora da posição correta podem gerar assimetrias, afundamentos e alterações definitivas no contorno facial".
Nesses casos, procedimentos superficiais não são suficientes. "Nenhum procedimento estético consegue corrigir plenamente uma deformidade de origem óssea sem a reconstrução cirúrgica adequada", reforça.
Após a reconstrução, intervenções estéticas podem ser consideradas, mas apenas no momento certo. "A harmonização orofacial só deve ser indicada após a consolidação completa dos ossos e a resolução da inflamação, o que geralmente leva entre seis e doze meses", afirma a especialista. Segundo ela, esses procedimentos podem ajudar a refinar o resultado final, restaurar volumes e melhorar o equilíbrio facial.
No entanto, há restrições importantes durante o processo de recuperação. "Enquanto houver inflamação ativa, edema ou consolidação óssea incompleta, qualquer procedimento estético está contraindicado", alerta Simone. Ela também destaca que áreas com placas e parafusos exigem cuidados específicos. "Essas regiões precisam de mapeamento prévio antes do uso de agulhas ou cânulas, e tecnologias como ultrassom e radiofrequência devem ser utilizadas com cautela", explica.
A especialista reforça que a recuperação após traumas faciais exige acompanhamento multidisciplinar. "O planejamento cuidadoso é essencial para garantir segurança e um resultado funcional e estético adequado", conclui.
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