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Marcus Montenegro analisa escalação em massa de influenciadores digitais: 'Isso é muito cruel'

Em entrevista à Contigo!, Marcus Montenegro fala sobre as mudanças no mercado da teledramaturgia, incluindo a exclusão de atores veteranos nos últimos anos

19 fev 2025 - 10h47
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Foto: Divulgação / Contigo

Marcus Montenegro, conhecido por agenciar inúmeras celebridades brasileiras, é um dos grandes defensores do fim de práticas etaristas em produções audiovisuais. Especialista em obras cinematográficas, o artista não esconde sua opinião sobre o impacto das redes sociais no desenvolvimento de tramas. Em entrevista à Contigo!, o empresário analisa a escalação de influenciadores digitais em novelas, séries e filmes.

"Tem gente que acha que eu sou contra influencer, de forma nenhuma. É cada um no seu quadrado. Se o influencer for ator, se tiver DRT, claro, então vai trabalhar. Agora, ele não ser ator, não ter DRT, querer comparar o espaço de um ator, não é justo. Enfim, é que nem o médico, é que nem o advogado. Essa é a questão", explicou.

"E eu sei que isso é muito duro por um lado, porque tem a prática de número de seguidores nas escalações e isso é muito cruel. Não é unânime, não é sempre, mas acontece. É uma cultura muito perigosa, né? Até porque a gente sabe que a audiência do Instagram não liga para a audiência da dramaturgia. É uma ilusão. A não ser os fenômenos que são talentosíssimos, são maravilhosas, são estrelas, como a Maísa e a Larissa", acrescentou.

O empresário ainda esclareceu que, em alguns casos, os influenciadores digitais conseguem ganhar espaço nas produções audiovisuais por conta de seu talento: "Aí é orgânico, é orgânico, né? Não tem uma forçação de barra. É uma coisa que naturalmente ela vai. É claro que todo o caso tem uma exceção, da mesma maneira que no passado os modelos também tiveram sua exceção. A Silvia Pfeifer sofreu muito. A minha amada Silvia Pfeifer. E ela foi correr atrás, ela foi estudar, foi fazer teatro e venceu através do talento. Então, isso é uma questão que... As exceções podem existir. O que não pode é a banalização e virar na prática de mercado. Isso que é cruel"

"Muito rápidas [as mudanças de mercado]. E a desvalorização, por quem trabalhou muito e por quem estudou muito, é muito grande. Eles perderam muito espaço e deixaram de ser referência. A minha luta não é só o legado que eu quero deixar, a minha luta é fazer eles ainda em vida terem a devida importância que eles sempre cultivaram", concluiu.

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