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Empresa de Regina Duarte deve mais de R$ 300 mil da Lei Rouanet

Valor deveria ter sido restituído ao Fundo Nacional da Cultura após a reprovação das prestações de contas de um projeto teatral

27 mar 2025 - 17h48
(atualizado às 17h56)
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Resumo
A empresa de Regina Duarte, A Vida é Sonho Produções Artísticas Ltda, enfrenta pendência de R$ 319,6 mil pela reprovação da prestação de contas de um projeto teatral financiado pela Lei Rouanet, com processo ainda em análise pelo Ministério da Cultura.
Regina Duarte pede fim de processo em que foi condenada por postar foto de Leila Diniz.
Regina Duarte pede fim de processo em que foi condenada por postar foto de Leila Diniz.
Foto: Alex Silva/Estadão / Estadão

A Vida é Sonho Produções Artísticas Ltda, empresa que tem a atriz Regina Duarte como sócia-administrativa, mantém pendente há alguns anos a devolução de R$ 319,6 mil em recursos públicos captados via Lei Rouanet. O montante refere-se a valores que deveriam ter sido restituídos ao Fundo Nacional da Cultura após a reprovação das prestações de contas de um projeto teatral da companhia.

Trata-se de uma produção teatral registrada no Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic) com a seguinte descrição oficial: "Montagem e Apresentações do espetáculo teatral, Ana Jansen, de Autoria de Lenita de Sá, com adaptação dramatúrgica de Lauro César Muniz na cidade de São Paulo". A iniciativa consistia na realização da peça de teatro na capital paulista, com um público estimado de 25.200 pessoas. 

Em 2018, a Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura reprovou a prestação de contas do espetáculo teatral. A produtora de Regina Duarte entrou com recurso, posteriormente negado, conforme publicado no Diário Oficial da União em julho de 2022.

A empresa da atriz e dos filhos havia captado R$ 321 mil para a produção via Lei Rouanet. Com a decisão, teria que devolver R$ 319,6 mil ao Fundo Nacional da Cultura - valor que permanece pendente até o momento.

Em 2020, André Duarte, filho de Regina e também sócio da empresa, afirmou em entrevista à Veja que a prestação de contas foi reprovada devido a um "descuido", a falta dos comprovantes de que o monólogo tinha sido exibido sem a cobrança de ingressos entre 2004 e 2005, como determinava o contrato assinado pela produtora.

Em nota ao Terra, o Ministério da Cultura informou que o projeto encontra-se atualmente em processo de prestação de contas especial. O recurso administrativo interposto pela produtora foi negado, seguindo-se um pedido de reconsideração que permanece sob análise.

O caso segue em tramitação regular, com observância do princípio do contraditório. O órgão aguarda a conclusão da avaliação do pedido de reconsideração formulado pela empresa. 

O destino do processo ainda depende do resultado da análise técnica. Se aprovada, a prestação de contas da empresa será regularizada. Caso contrário, o pedido será mantido como indeferido, o que obrigará a produtora a restituir integralmente o valor recebido, acrescido de correção monetária.

Até o momento, foi restituído parcialmente o valor de R$ 1.385,25, referente a recursos não utilizados na execução do projeto.

A reportagem solicitou posicionamento à assessoria da atriz Regina Duarte, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.

Fonte: Redação Terra
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