Coroas com chifres: monarquias europeias são abaladas por escândalos de traição
Rainha Letizia da Espanha e o futuro rei Frederik da Dinamarca provocam frenesi entre súditos fofoqueiros
“Há algo de pobre no Reino da Dinamarca”. A famosa frase da peça ‘Hamlet’, de Shakespeare, escrita há 420 anos, está mais atual do que nunca. A monarquia escandinava vive um momento fétido.
O príncipe herdeiro Frederik, 55 anos, que assumirá o trono no próximo dia 14, em consequência da abdicação de sua mãe, a popular rainha Margrethe II, está envolvido em um escândalo de adultério.
Uma revista espanhola postou fotos do nobre bonitão passeando por Madrid com a atriz e socialite mexicana Genoveva Casanova. Este sobrenome, aliás, é piada pronta: o mesmo do escritor italiano considerado o maior sedutor do mundo, Giacomo Casanova. Segundo a publicação, os dois passaram uma noite juntos no apartamento dela.
Frederik vai completar Bodas de Porcelana com a australiana Mary Donaldson, 51 anos. Eles se conheceram em um bar durante as Olimpíadas de Sidney no ano 2000. A plebeia que virou princesa após o casamento será a nova rainha consorte dos dinamarqueses.
Com o boato de traição espalhado pelo reino, ela fez algumas aparições públicas sem conseguir disfarçar certo distanciamento de Frederik. A linguagem corporal denunciou a mágoa da mãe dos quatro filhos do próximo ocupante do trono.
Na maioria das monarquias, a traição é comum, quase aceitável. Vale mais a aparência dos casamentos para manter a estabilidade do clã real aos olhos do público do que a felicidade conjugal. Mas algumas esposas, a exemplo da princesa Diana do Reino Unido, se recusam a aceitar passivamente o chifre.
Ainda que tenha reprovado a escapulida do marido, Mary não vai abrir mão de seu matrimônio nem do título de Sua Majestade. A amante que lute. A australiana é querida pela maioria dos súditos, especialmente pelo trabalho filantrópico.
Com inabalável bom humor (riu à toa até no funeral do marido), a rainha Margrethe II não parece preocupada com a situação. Após 83 anos de vida e 52 no trono, ela sinaliza a intenção de descansar e se dedicar mais às ilustrações. São dela os primeiros desenhos das edições dinamarquesas de ‘O Senhor dos Anéis’.
Saindo da Escandinávia e descendo até a Península Ibérica, temos outro quiproquó com monarcas. Este, bem mais apimentado e com potencial consequência drástica.
O advogado Jaime del Burgo afirma ter sido amante da rainha da Espanha, Letizia, quando ela já era casada com o então príncipe Felipe – hoje rei – e tinha as duas filhas, incluindo a princesa herdeira Leonor.
Em rede social, ele relatou que o primeiro romance durou de 2002 a 2004, período em que a jornalista conheceu Felipe, engatou namoro e se casou. Entre 2004 e 2009, teriam sido apenas amigos confidentes.
Uma recaída amorosa ocorreu de 2010 a 2011, segundo Burgos. Naquele período, Letizia o apresentou a sua irmã, Telma Ortiz. Foi paixão à primeira vista. O suposto amante se tornou cunhado da princesa. Mas esse casamento durou pouco.
Na versão novelesca do advogado, Letizia planejava renunciar ao título e se divorciar do herdeiro do trono para que os dois pudessem se casar e mudar para Nova York, onde teriam um filho por barriga de aluguel. Jaime se sentiu abandonado quando ela se tornou rainha consorte em 2014.
A maioria dos veículos de imprensa da Espanha ignorou as revelações. Não por desacreditá-las totalmente, e sim por respeito (ou medo) da família real. O clã Bourbon opta pelo silêncio, inclusive a respeito do rumor de que Felipe VI estaria decidido pelo divórcio, atitude considerada radical entre nobres.
Não é de hoje que a relação do monarca com Letizia está abalada por conta de desentendimentos. A apresentadora de telejornal que virou rainha tem fama de geniosa. Talvez seja apenas uma mulher destemida tentando sobreviver no covil de uma monarquia.
Comentários
As opiniões expressas nos comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Terra.