Fora da TV, 1ª mulher a apresentar o ‘Jornal Nacional’ cria o próprio noticiário e faz política
Valéria Monteiro já tentou se candidatar a presidente da República e hoje trabalha de maneira autônoma
Por onde anda Valéria Monteiro?
Em 1992, ela entrou para a história do telejornalismo brasileiro ao se tornar a primeira mulher na bancada do ‘Jornal Nacional’.
Cobria folgas e férias dos titulares aos sábados.
Nos 23 anos anteriores, apenas homens haviam apresentado o mais importante telejornal do país.
Antes de chegar ao ‘JN’, Valéria passou por quase todos os programas jornalísticos da Globo, sendo lembrada principalmente pelos anos no ‘Fantástico’.
Enfrentou o pejorativo rótulo de 'musa do telejornalismo', um obstáculo a mulheres avaliadas mais pela beleza do que pela competência.
Em 2025, ela participou da festa dos 60 anos da Globo. Disse que a experiência nos telejornais a “empoderou”.
Seu último trabalho fixo na televisão foi no ‘A Casa é Sua’, da RedeTV!, no ano 2000.
Hoje, está com 61 anos e se dedica a um portal de notícias com seu nome, onde assina artigos de opinião.
Alguns temas viram vídeos postados em suas redes sociais (@euvaleriamonteiro), onde também publica trechos de trabalhos, inclusive como atriz.
Em sua produção de conteúdo, Valéria Monteiro dá foco especial à política. O interesse não é de agora.
Em 2017, ela se filiou ao PMN e lançou sua pré-candidatura à Presidência da República. O projeto não teve o apoio esperado.
Dois anos depois, passou pelo PTB. Meses mais tarde, esteve no PDT e Rede. Em 2022, tentou se eleger deputada federal pelo PSD, sem sucesso.
Agora, aproveita a autonomia e a liberdade da internet para fazer jornalismo independente e, ao mesmo tempo, ativismo contra o lado nocivo da política.
Assista a uma escalada (leitura de manchetes) do 'Jornal Nacional' com Valéria Monteiro e Cid Moreira em 1993:
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