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Betty Faria critica politicamente correto e diz que se identifica com Tieta: 'Não aceito fingimento'

Diretor da novela afirma que sinopse não teria sido aprovada nos dias de hoje

8 abr 2025 - 11h49
(atualizado às 14h23)
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Resumo
A atriz Betty Faria, aos 83 anos, discutiu o impacto do politicamente correto na arte e refletiu sobre temas controversos da novela Tieta, destacando sua visão crítica sobre repressão e hipocrisia cultural.

A atriz Betty Faria, de 83 anos, revelou em entrevista ao videocast Novelão que possui uma "lista de palavras proibidas" para não ferir o "politicamente correto". A protagonista de Tieta, que está sendo reprisada pela TV Globo, conversou com a colunista Anna Luiza Santiago ao lado do diretor da novela, Ricardo Linhares

Entre os enredos que a trama traz está o caso de amor entre Tieta e seu próprio sobrinho Ricardo (Cássio Gabus Mendes), um seminarista. Ao longo da novela, a protagonista seduz o sobrinho para se vingar de sua irmã Perpétua (Joana Fomm), mas acaba se apaixonando por ele.

Para Linhares, este tipo de história dificilmente seria aceito nos dias de hoje. "Naquela época, a gente não se prendia ao politicamente correto. Hoje em dia é: 'Ah, não pode, é muito pesado'", afirmou o diretor, e Betty Faria concordou.

Betty Faria critica o 'politicamente correto'
Betty Faria critica o 'politicamente correto'
Foto: Reprodução/O Globo/Youtube

"Então, é isso. Eu pedi para uma pessoa que trabalha na televisão uma lista de palavras proibidas, porque às vezes eu falo [o que não devo]. Eu sou de outra geração, então eu falo palavras [proibidas] e, agora, você tem que segurar para não dizer coisas. A gente falava, brincava, cantava, não tinha hipocrisia na novela", explicou.

Segundo o diretor, a sinopse da novela não teria sido aprovada atualmente. Na época, ele também tinha medo que a história pudesse ser censurada ou picotada, tendo em vista a classificação indicativa. "Mas Tieta também nunca pegou pesado no sentido de violência", completou.

Já a atriz ressaltou que se identifica com a personagem, pois nunca teve falso moralismo. "Tudo isso da Tieta eu sempre tive em mim. Sempre fui muito rebelde e continuo sendo. Quando toco nesse assunto da lista de palavras é uma forma de eu me rebelar contra e dizer: 'Olha aí, a hipocrisia'. Quando eu chamo uma colega minha de politicamente correta demais, e que eu não confio nela, é porque a pessoa mostra um lado, mas não mostra o coração. Porque o politicamente correto esconde o coração. Você não pode dizer isso, não pode dizer aquilo", declarou.

De acordo com a Betty, o politicamente correto não dá margem para que os artistas mostrem quem são de verdade. "Sempre fui muito da filosofia dos anos 1970. Estávamos saindo da ditadura, então a gente queria liberdade, queria poder e foi quando o movimento artístico teve suas grandes músicas, grandes peças de teatro. Então eu venho dessa escola de vida que não aceita repressão, esse fingimento", concluiu.

Fonte: Redação Terra
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