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Florence Pugh diz que série "A Leste do Éden" revela lado humano de Cathy

29 set 2026 - 11h06
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Resumo
A nova minissérie da Netflix "A Leste do Éden", adaptada por Zoe Kazan a partir da obra de John Steinbeck, busca humanizar a vilã Cathy, vivida por Florence Pugh. A produção de sete episódios adiciona contexto ao passado da personagem para superar visões maniqueístas sobre o bem e o mal. A trama conta ainda com Mike Faist no elenco e convida o público a refletir sobre moralidade, herança e traumas familiares, revisitando o clássico literário sob uma perspectiva contemporânea e compreensiva.

Florence Pugh afirma que a nova ‌adaptação de "A Leste do Éden" convida o público a ver Cathy, uma das vilãs mais notórias da literatura norte-americana, sob uma perspectiva mais compreensiva.

A atriz, que interpreta Cathy na minissérie de sete episódios, disse que a adaptação acrescenta contexto a uma personagem que o autor John Steinbeck descreveu famosamente como um "monstro psíquico" ⁠com uma "alma deformada".

"Ela ainda pode tomar decisões terríveis e enfrentar consequências horríveis, mas também ‌pode haver... uma compreensão de sua história e de seu passado que a tornam do jeito que ela é", disse a indicada ao Oscar.

Escrita por Zoe ‌Kazan, que coproduz a série ao lado de ‌Jeb Stuart, a adaptação revisita a saga multigeracional de Steinbeck, com um ⁠foco renovado em Cathy.

Kazan disse que a adaptação desafia os espectadores a enxergarem além das noções simplistas de bem e mal.

"Queríamos que nosso público pudesse se identificar com cada personagem, tanto aqueles que parecem bons quanto aqueles que parecem maus", disse ela. "Porque, se pensarmos nas pessoas que são más ou ruins como se ‌não fossem humanas, não aprendemos nada sobre nós mesmos."

Kazan afirmou que sente uma profunda ‌conexão com "A Leste do ⁠Éden" desde que leu ⁠o romance aos 15 anos, descrevendo-o como uma história que "me agarrou pela garganta e não ⁠me soltou" com sua exploração de como ‌as pessoas carregam o passado ‌de suas famílias para o futuro.

Questionada se o foco do romance na herança e no acerto de contas com o passado ressoava pessoalmente nela, Kazan citou sua própria história familiar. Seu avô, o cineasta Elia Kazan, continua ⁠sendo uma figura controversa após ter denunciado ex-colegas ligados ao Partido Comunista perante uma comissão do Congresso durante a era McCarthy. Ele também dirigiu a adaptação do romance para o cinema em 1955, estrelada por James Dean.

Descrevendo sua conexão com o material tanto como "fardo" quanto ‌como "presente", Kazan disse que espera que a série leve o público a refletir sobre suas próprias famílias, e não sobre a dela.

"Não quero que ninguém saia ⁠daqui pensando: 'Zoe Kazan, Elia Kazan'", afirmou. "Queremos que as pessoas saiam daqui (pensando)... 'Meu pai, meu filho, as coisas que eu fiz'."

Para Mike Faist, astro de "Rivais", que interpreta Charles Trask na série, a história de Steinbeck perdurou porque reflete verdades fundamentais sobre a moralidade humana. "Voltamos a esses clássicos para... reexaminá-los, e isso é algo positivo", disse ele.

Stuart concordou com Faist, dizendo que os leitores podem voltar a "A Leste do Éden" ao longo de suas vidas e descobrir novos significados à medida que suas próprias experiências evoluem.

"Perdi um filho adulto, então, mais tarde na vida... li o livro como se nunca tivesse lido 'A Leste do Éden' antes", disse ele à Reuters. "Isso é o que há de mais legal na escrita de Steinbeck."

"A Leste do Éden" será lançada na Netflix na quinta-feira.

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