Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js

Morre o diretor Michael Cimino, do premiado O Franco-Atirador

Ele supostamente tinha 77 anos.

2 jul 2016 - 20h03
Compartilhar
Exibir comentários

Faleceu neste sábado, de causas ainda desconhecidas, o diretor e roteirista Michael Cimino. O anúncio foi feito por Thierry Fremaux, diretor do Festival de Cannes, através de sua conta pessoal no Twitter.

Michael Cimino est mort, en paix, entouré des siens et de ces deux femmes qui l'aimaient. Nous l'aimions aussi. pic.twitter.com/emPv4nj5cZ

— THIERRY FREMAUX (@THIERRYFREMAUX) 2 de julho de 2016

Traduzindo: "Michael Cimino morreu, em paz, ao lado de sua família e das duas mulheres que o amaram. Nós o amamos também." Estima-se que o diretor tinha 77 anos, mas existem controvérsias em relação à sua data de nascimento.

Cimino foi um dos principais personagens da Nova Hollywood, o período entre os anos 70 e 80 onde diretores autorais ganharam espaço frente a estúdios e produtores no cinema norte-americano. Seu maior sucesso foi O Franco-Atirador, apenas o segundo longa por ele dirigido, que recebeu nove indicações ao Oscar e venceu em cinco categorias, entre elas as de melhor filme e melhor diretor.

Kris Kristofferson e Isabelle Huppert, em "O Portal do Paraíso"Jovem e no auge da carreira, Cimino fez de  O Portal do Paraíso seu projeto seguinte e, por ele, ficou marcado para sempre na história do cinema. Inicialmente estimado em US$ 7,5 milhões, o longa-metragem teve suas filmagens alongadas por 11 meses e estourou - e muito! - o orçamento disponível. No fim das contas, custou US$ 35,1 milhões e ainda mais US$ 9 milhões investidos em marketing. O pífio desempenho nas bilheterias, inferior a US$ 4 milhões, resultou na falência da United Artists, o maior estúdio independente da época.

Estudiosos da história do cinema apontam o fracasso de O Portal do Paraíso como um dos motivos pela derrocada da Nova Hollywood, com os diretores paulatinamente perdendo espaço e poder criativo para os produtores. Tal desempenho também provocou estragos na carreira de Cimino, que se afastou do cinema por cinco anos e, mesmo após a volta, jamais teve o brilho de outrora. O episódio foi tão traumático que, mesmo décadas após o lançamento, o diretor se recusava a responder perguntas sobre o longa-metragem.

De personalidade marcante e com apenas oito longas no currículo - sendo que apenas dirigiu um segmento do episódico Cada Um Com Seu Cinema, que contou com vários outros diretores -, Michael Cimino ficou marcado pela sua ascensão e derrocada meteóricas na indústria do cinema, o que não o impediu de deixar sua marca na sétima arte. Descanse em paz.

Foto: AdoroCinema / AdoroCinema
AdoroCinema
Compartilhar
Seu Terra