"Foi estranho", diz Tom Hardy sobre papel em 'Guerra É Guerra'
Depois de ficar marcado pela interpretação de personagens "durões" nos cinemas, Tom Hardy (A Origem) recebe elogios de espectadores do mundo todo ao mostrar também seu lado comediante no longa Guerra É Guerra. O ator revelou, porém, que essa transformação profissional não foi fácil para ele. "Para ser honesto, foi meio estranho. Principalmente vindo da formação que venho", disse. "E, em determinado momento, o filme deixa de ser comédia para se tornar um drama. Foi um desafio", completou.
Descubra o Sundaytv e tenha acesso ao melhor do cinema e da TV
Guerra É Guerra - já disponível em Blu-ray e DVD pela 20th Century Fox Home Entertainment - conta a história de um agente da CIA (Hardy) que se apaixona por Lauren (Reese Whiterspoon) - mulher também desejada por seu melhor amigo (Chris Pine). Quando perguntado sobre quem seria o melhor par para Reese, Hardy mostrou bom humor. "Quem? Eu!", brincou.
Veja abaixo a íntegra da entrevista.
Terra - Guerra é Guerra vai para as telas para dar aos fãs de ação algo diferente. Como este filme vai revigorar o gênero?
Tom Hardy - O diretor McG nos trouxe uma comédia diferente. Ao mesmo tempo em que temos a clássica comédia romântica, temos também armas e ação. Temos carros rápidos, helicópteros e roupas magníficas. A edição e a trilha sonora também interferem. McG já havia mostrado um pouco disso em As Panteras e The OC.
Terra - Você já fez muitos homens durões. Como foi interpretar um cara engraçado?
Tom Hardy - Para ser honesto, foi tudo meio estranho. Principalmente vindo da formação que eu venho. Há dois tipos de atuação: a convincente e a não convincente. Uma breve lição de atuar, muito chato (risos). Se você tiver sorte o suficiente para ser convincente, em seguida, há outros duas maneiras de atuar: representar ou apresentar. Eu apresento um personagem, como Daniel Day-Lewis no Gangues de Nova York. Isso é uma grande apresentação. Depois, há a atuação de representação, na qual você tem uma pessoa em um ambiente ou circunstância. Eu represento um ser humano em uma situação que acontece de ser um espião, que acontece de se apaixonar por uma menina. Ele tem necessidades reais. Aí deixa de ser comédia. Torna-se drama. Esse foi o desafio.
Terra - O seu papel e o de Chris foram feitos para serem opostos como pretendentes românticos de Reese. Você se identiifcou mais com o seu personagem ou com o dele?
Terra - Eu acho que mais com o meu. Eu não quero parecer super digno, mas é muito difícil de encontrar um homem realmente íntegro. As virtudes que fazem um homem, da paciência a coragem, costumam ser caracterísiticas gratificadas com mais paciência e coragem. A recompensa por paciência é ainda mais paciência e esses grandes nomes costumam ser esquecidos. Eles perseguem sonhos sem esperar serem notados, e eu, ironicamente, espero ser esse tipo de homem. Apesar de meu trabalho me por em uma situação contraditória, eu sou justamente o contrário disso.
Terra - Quem você escolheria para Reese?
Tom Hardy - Eu (risos)!
Terra - Os espectadores adoraram a química entre você e o Chris, tanto quanto gostaram de ver os dois brigando pela atenção da Reese...
Tom Hardy - Você nunca sabe como que será a química entre as pessoas até ela realmente acontecer. Você pode até fingir algo, se for esperto o suficiente. Pode manipular emocionalmente uma sala para sobreviver. Mas há uma dinâmica que está fora de nosso controle. Você pode fazer o seu melhor, mas se alguém não gosta de você, ou qualquer outra coisa, essa é a maneira que é. Com encontro profissionais como Chris e Reese, a camaradagem vem de uma brincadeira que é começo para a criação de uma amizade. Chris Pine é um cara legal.
Terra - Encontros fazem parte do processo da paquera. Você acha que Guerra é Guerra pode ser responsável por algum romance?
Tom Hardy - Sabe o que eu acho? O filme tem um pouco de tudo. Tem ação e tem a linda Reese Witherspoon. Além disso, tem o bonitão do Chris Pine e eu, com meus dentes tortos e meu estilo muito ingles (risos). As imagens são fortes e a comédia é bem engraçada. É só diversão, sem contar que Chelsea Handler está fora de controle.