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Timothée Chalamet se vê em personagem de 'Marty Supreme': 'Estou em busca de excelência'

Após exibições especiais em 8 de janeiro, o filme cotado ao Oscar estreia oficialmente no Brasil nesta quinta-feira, 22

22 jan 2026 - 05h40
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Timothée Chalamet tem sido inescapável nas últimas semanas. Ele jogou boliche com jornalistas em Los Angeles, escreveu e dirigiu uma videoconferência em que dava ideias para a equipe de marketing, dançou no palco da CCXP e caiu nos braços do povo em São Paulo, fez um clipe com o rapper EsDeeKid, cuja identidade é secreta e muita gente achava que era o próprio ator, vestiu-se de laranja e deu entrevistas controversas em que falava de sucesso e grandeza.

Tudo parte de uma campanha heterodoxa para promover Marty Supreme, o filme mais caro da A24, e, de quebra, fazer campanha para indicações na temporada de premiações, incluindo o Oscar. Parece estar dando certo. Ele ganhou um punhado de prêmios de associações de críticos e levou o Critics Choice de melhor ator no domingo, 4. O filme arrecadou US$ 56 milhões em menos de 20 dias de lançamento nos Estados Unidos.

Dirigido por Josh Safdie, Marty Supreme, que tem sessões especiais no Brasil desde a quinta-feira, 8, com estreia oficial neste dia 22, é um drama esportivo frenético sobre um jogador de tênis de mesa. Em 1952, Marty Mauser é um jovem judeu novaiorquino que sonha em se tornar campeão de tênis de mesa, um esporte pouco popular nos Estados Unidos. Para isso, ele está disposto a fazer de tudo, inclusive agir de maneira condenável às vezes.

Mas ele também deixa claro que tem a ver com o personagem Marty Mauser. "Seria bizarro eu dizer que queria ser o melhor Laurie de Adoráveis Mulheres de todos os tempos. Mas aqui casa com o tom. Até meu discurso durante o SAG Awards no ano passado (em que ele mencionou seu desejo de estar entre os grandes) estava sob influência deste trabalho. Eu acho que essa atitude eleva todo o mundo porque encoraja a fazer o seu melhor, não importa quanto soe pedante ou clichê."

O ator parece ter plena consciência de que Hollywood não é uma instituição perene, que é uma indústria que precisa de vitalidade e que produções como Marty Supreme podem oferecer isso. "São filmes assim que trazer vida ao show business. E é desses que quero fazer parte."

Ele sente que, quando era adolescente, a cultura em geral era mais aspiracional, não tinha vergonha de falar de chegar ao topo. "Para mim, isso era inspirador. Agora há um mal-estar e um ressentimento do que é percebido como elitista, incluindo Hollywood. Todos se sentem culpados e estressados o tempo todo. E eu penso na minha versão de 16 anos, vendo que estou aqui dando entrevistas sobre um filme que quero divulgar. É tudo um grande sonho. É como se estivesse em uma simulação do bem."

Ao contrário de seu personagem, porém, ele não parece estar prejudicando ninguém no caminho. Marty deixa de lado ou passa por cima das pessoas que aparecem em sua vida, seja a mãe (Fran Drescher), a atriz aposentada Kay Stone (Gwyneth Paltrox), a amiga de infância e atual amante Rachel Mizler (Odessa A'zion), o amigo e taxista Wally (o rapper Tyler the Creator).

O cineasta Josh Safdie e o ator Timotheé Chalamet em São Paulo durante exibição do filme 'Marty Supreme'
O cineasta Josh Safdie e o ator Timotheé Chalamet em São Paulo durante exibição do filme 'Marty Supreme'
Foto: Beatriz Amendola/Estadão / Estadão

"No pingue-pongue, se você tira o olho da bola por uma fração de segundo, você perde", explicou o diretor Josh Safdie, que escreveu o roteiro com Ronald Bronstein. "Então é como se Marty usasse antolhos, que o isolam, o endurecem e fazem com que não pense nos outros. Mas ele está à procura da felicidade, e sua ambição e intensidade são inspiradores, o que supera qualquer questão moral que você possa ter."

Gwyneth Paltrow, que andava meio longe do cinema fazia alguns anos, voltou a atuar por causa do diretor. "Meus filhos estavam indo para a faculdade, e eu recebi uma ligação do Josh. Meu irmão, que é cineasta, me disse que eu tinha de trabalhar com Josh. Fiquei nervosa porque não sabia se ia dar conta. Mas fiquei animada de ser convidada. Acabei pensando: Dane-se, vou para Nova York fazer um filme."

Para o diretor, Marty Supreme foi uma experiência nova. É o primeiro filme desde sua estreia, O Prazer de Ser Roubado (2008), que ele não dirige em parceria com seu irmão Benny. Os dois fizeram juntos filmes como Bom Comportamento (2017) e Joias Brutas (2019).

Agora, separaram-se, com Josh fazendo Marty Supreme, e Benny dirigindo Coração de Lutador (2025). "Ele queria explorar um tema, e eu, outro. Este filme era enorme e ambicioso, precisava recriar cada detalhe, escolher cada rosto para não haver anacronismos. Não tive tempo de parar e pensar. Mas é legal poder ver o filme do meu irmão e observar como ele se expressa de maneira bonita." Enquanto levou o prêmio de direção no último Festival de Veneza, Josh está bem-posicionado na temporada de premiações com seu Marty Supreme.

Estadão
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