Brasil no Oscar: os filmes brasileiros que disputaram o prêmio
Primeira indicação na categoria de filme internacional completa 60 anos em 2023
O Brasil já concorreu diretamente ao Oscar na categoria de melhor filme internacional (ou estrangeiro) em quatro ocasiões: O Pagador de Promessas ( na cerimônia de 1963), O Quatrilho (1996), O Que É Isso, Companheiro? (1998) e Central do Brasil (1999).
O primeiro é baseado no clássico de Dias Gomes, e não foi feliz apenas na premiação: é o único filme brasileiro a ter levado a Palma de Ouro do Festival de Cannes, onde foi exibido em 1962. À época, O Pagador de Promessas também foi o primeiro longa sul-americano a concorrer ao Oscar.
A segunda metade da década de 1990 foi especialmente honrosa para o cinema brasileiro neste quesito. Em 1996, disputou O Quatrilho, baseado em história real envolvendo uma 'troca de casais' no interior gaúcho do início do século 20, quando um homem se apaixona pela prima da esposa, fugindo de casa, motivando também o amor dos dois 'ex' abandonados.
Dois anos depois, foi a vez de O Que É Isso, Companheiro, que retratava o sequestro do embaixador dos Estados Unidos no Brasil por grupos revolucionários de esquerda durante a ditadura militar (1964-1985), com nomes como Pedro Cardoso, Fernanda Torres, Luiz Fernando Guimarães e Selton Mello no elenco.
Por fim, aquele que é considerado por muitos uma das maiores frustrações brasileiras no Oscar: Central do Brasil, que em 1999 emplacou não só a indicação ao prêmio de melhor filme estrangeiro como também a de Fernanda Montenegro como melhor atriz. O italiano A Vida É Bela levou, assim como a atriz Gwyneth Paltrow, por seu trabalho em Shakespeare Apaixonado, e o Brasil ficou pelo caminho mais uma vez.
Há ainda outros dois destaques, mas que não são reconhecidos como conquistas brasileiras por parte da Academia.
O Beijo da Mulher-Aranha que, em 1986, concorreu nas categorias de melhor filme, melhor diretor (Hector Babenco), melhor roteiro adaptado e melhor ator, com William Hurt vencendo esta última. Apesar de ser uma coprodução brasileira, a Academia reconhece o filme como sendo estadunidense.
Em 1960, Orfeu Negro levou o Oscar de melhor filme estrangeiro, mas por ser uma coprodução, é considerada oficialmente francês pela organização.