Festival do Rio 2023: O Mensageiro, o mais novo filme de Lucia Murat sobre a Ditadura, busca alcançar o Brasil contemporâneo (Entrevista Exclusiva)
Protagonizado por Valentina Herszage, o longa-metragem explora as contradições de um período turbulento de nossa história
Neste domingo (8) de Festival do Rio, mais um filme da Première Brasil: Competição Longa-Metragem de Ficção fez sua estreia. O Mensageiro ocupou o Estação Gávea com a diretora Lucia Murat, que apresenta aqui a obra mais recente, explorando uma temática bem característica do currículo e da própria história da cineasta e ex-militante.
Responsável por títulos como Que Bom te ver Viva (1989) e Doces Poderes (1995), Lucia Murat defende neste Festival do Rio, outro título dedicado a recontar os horrores (e a resistência revolucionária) durante a Ditadura Militar Brasileira.
O Mensageiro, para além de contar a história de uma improvável relação afetiva entre uma presa política e um jovem soldado, passeia entre as contradições da classe média, da família patriarcal, do cristianismo, e da própria militância. E claro, expõe o militarismo em sua mais truculenta face.
Em entrevista exclusiva ao AdoroCinema, a diretora ressaltou o caráter contemporâneo de O Mensageiro, que o difere de seus trabalhos anteriores, mesmo que inseridos em uma mesma temática. Desenvolvido durante a pandemia de Covid-19 e governo Bolsonaro, O Mensageiro, para Murat, é um filme sobre polarização.
Eu me lembrei do passado para discutir questões do presente, como polarização, perdão, julgamentos que não foram feitos e o horror da ditadura. Então, acho que é um filme muito contem…
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