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ESTREIA–Viggo Mortensen encabeça elenco do suspense “As Duas Faces de Janeiro”

17 dez 2014 - 17h11
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Roteirista respeitado, a partir de seu trabalho em cults como “Drive” (2011) e uma indicação ao Oscar de roteiro adaptado por “Asas do Amor” (98), o iraniano-britânico Hossein Amini estreia na direção com outra adaptação literária, esta do suspense “As Duas Faces de Janeiro”, de Patricia Highsmith (1921-1995).

O diretor Hossein Amini (E) posa com os atores Daisy Bevan e Viggo Mortensen no Festival de Berlim. 11/02/2014.
O diretor Hossein Amini (E) posa com os atores Daisy Bevan e Viggo Mortensen no Festival de Berlim. 11/02/2014.
Foto: Steffi Loos / Reuters

A autora norte-americana, uma das mestras mais originais do gênero nas últimas décadas, fornece material notável à criação de uma trama crescentemente sinistra, com roteiro também de Amini, envolvendo três personagens, no cenário falsamente idílico da Grécia de 1962: o casal Chester (Viggo Mortensen) e Colette (Kirsten Dunst) e um guia norte-americano radicado naquele país, Rydal (Oscar Isaac).

Contando com um trio de atores experientes, Amini compõe um jogo de aparências que se desmonta cena a cena, expondo segredos precários de todos os envolvidos. É o caso de Chester e Colette, aparentemente milionários em férias, uma imagem que a chegada repentina de um detetive coloca em xeque.

Rydal é inesperadamente envolvido numa trama suspeita do casal, que precisa fugir com a ajuda do guia – que nunca procurou esconder a atração que lhe desperta a jovem esposa do outro.

Buscando a sutileza, o diretor confia a seus personagens a alternância de climas e sensações, num equilíbrio frágil que sempre flerta com o perigo e faz justiça à autora do texto original.

O ponto fraco do trio, sem dúvida, é Kristen Dunst, que nem sempre dá conta de ser uma loura fatal na medida, como Alfred Hitchcock aprovaria. Mas não estraga a história. Viggo e Isaac (este, um ator em ascensão desde “Inside Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum”, dos irmãos Coen) sustentam um duelo de tensão, esticando ao máximo o alcance de seus estratagemas, garantindo a diversão.

(Por Neusa Barbosa, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

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