Hannah Einbinder diz que Mubi está ciente de suas falas pró-Palestina em Cannes
Atriz de Hacks comentou controvérsia envolvendo investimentos ligados ao distribuidor do filme Teenage Sex and Death at Camp Miasma
A atriz Hannah Einbinder (Hacks) afirmou que a Mubi está ciente de que ela continuará defendendo publicamente a causa palestina durante a divulgação do filme Teenage Sex and Death at Camp Miasma, que abriu a mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes deste ano.
Em entrevista à Variety, Einbinder comentou a polêmica envolvendo a Mubi após a empresa receber investimentos da Sequoia Capital, companhia que possui ligações financeiras com o setor militar israelense. "Infelizmente, acho que existe muito dinheiro obscuro em Hollywood. Nós, como artistas e indivíduos, não tomamos essas decisões", declarou a atriz.
Ela reforçou, porém, que continuará utilizando sua plataforma para se posicionar politicamente. "O que posso dizer é que eu posso, já fiz e vou continuar falando e defendendo uma Palestina livre. E a Mubi sabe disso sobre mim, e eles têm sido apoiadores de todos nós", afirmou.
Conhecida pela série Hacks, Einbinder se tornou uma das vozes mais ativas da nova geração de Hollywood em temas políticos ligados aos direitos palestinos. Em setembro do ano passado, durante uma premiação do Emmy, ela encerrou um discurso dizendo: "Palestina livre!".
A atriz também esteve entre milhares de profissionais da indústria que assinaram uma carta prometendo não trabalhar com instituições cinematográficas israelenses acusadas de envolvimento em "genocídio e apartheid contra o povo palestino".
Segundo Einbinder, a discussão sobre "a intersecção entre arte e comércio" e sobre qual deve ser a responsabilidade política de artistas progressistas em Hollywood é algo constante em sua vida. "Muitos serviços de streaming em Hollywood agora são controlados por alguns dos maiores doadores de Trump", afirmou.
Ela acrescentou que artistas entram na indústria cinematográfica pelo amor ao cinema e pela colaboração criativa e não por interesses corporativos. "Entramos nisso porque amamos filmes e amamos colaborar uns com os outros. E com Jane neste filme, que é uma ode trans sáfica para comunidades marginalizadas", disse.
Dirigido por Jane Schoenbrun, Teenage Sex and Death at Camp Miasma mistura horror queer, erotismo e sátira metalinguística ao acompanhar uma cineasta encarregada de revitalizar uma franquia slasher dos anos 1980 considerada problemática pelos padrões atuais.
Fonte: Variety
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