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Após "Vale Tudo", Globo desacelera projetos de remakes e aposta em novas histórias

Executivo da emissora afirma que, no momento, não há propostas em avaliação para novas adaptações. Grade futura será dominada por sinopses originais.

10 abr 2025 - 13h30
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Vale Tudo: os detalhes revelados pela Globo para o remake de 2025
Vale Tudo: os detalhes revelados pela Globo para o remake de 2025
Foto: The Music Journal

Conforme o colunista Flavio Ricco do portal LeoDias, a estreia da nova versão de Vale Tudo, adaptada por Manuela Dias, marca não apenas a celebração dos 60 anos da TV Globo, mas também um ponto de virada na estratégia de dramaturgia da emissora.

Embora a novela venha gerando grande repercussão, tanto pela força do elenco quanto pelo peso da história original, os remakes não devem se tornar uma constante no horário nobre da emissora.

Em conversa exclusiva com esta coluna, Amauri Soares, diretor-executivo dos Estúdios Globo, deixou claro que não há qualquer movimento interno para seguir investindo em adaptações de tramas clássicas.

"Neste momento, não temos nenhuma proposta, de nenhum criador, para novos remakes", afirma. A fala não apenas reforça a ausência de projetos do tipo, como também sublinha a preferência atual da emissora por histórias inéditas.

Para Soares, remakes não constituem uma categoria à parte dentro da dramaturgia. "Remake não é um gênero. É uma oportunidade. Se houver uma boa ideia que faça sentido ser contada novamente, claro que vamos avaliar. Mas hoje, o foco está em sinopses originais que estão em desenvolvimento", complementa.

Vale Tudo: O desafio de competir com o novo

A decisão da emissora se dá num momento em que há uma fila de sinopses inéditas disputando espaço na grade. Segundo Soares, muitas dessas propostas trazem histórias potentes, contemporâneas e com alta capacidade de engajamento — dificultando, inclusive, a aprovação de projetos de remakes.

"Ficou mais difícil para o remake encontrar espaço diante dessas histórias novas que estão chegando com muita força", reconhece.

Vale Tudo foi uma exceção, planejada especialmente para integrar as comemorações pelos 60 anos da emissora. Um projeto pensado com cuidado, respeitando o legado da trama de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères. No entanto, é improvável que outras produções sigam esse mesmo caminho a curto prazo.

Soares também reforça que a emissora não descarta completamente a ideia de retomar histórias do passado, mas deixa claro que isso dependerá sempre de três fatores: a pertinência da nova abordagem, o interesse do público e, acima de tudo, uma proposta criativa consistente. "Não existe uma política de remakes. A política é: boas histórias", resume.

A fala do executivo revela não apenas um direcionamento estratégico, mas também um cuidado em preservar a imagem da emissora como uma referência em conteúdo inovador. É uma escolha que privilegia o inédito, valorizando o trabalho de novos autores e reforçando o compromisso da Globo com uma teledramaturgia de qualidade.

A expectativa agora gira em torno das próximas estreias e de como essas novas tramas inéditas conseguirão dialogar com o público em tempos de tantas transformações no consumo de conteúdo audiovisual. Uma coisa é certa: a aposta no novo está mais viva do que nunca.

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