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Após Oscar inédito e prêmios em Cannes, Rio quer ser novo polo mundial do cinema

Oscar de Ainda Estou Aqui e vitórias de O Agente Secreto em Cannes no ano passado fazem cidade apostar em incentivos financeiros para atrair grandes filmagens

15 mai 2026 - 16h21
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O cinema brasileiro vive um de seus momentos mais prestigiados no cenário internacional e o Rio de Janeiro quer aproveitar esse embalo para se consolidar como um dos grandes centros globais de produção audiovisual. O entusiasmo vem após um 2025 histórico para o cinema nacional.

Após Oscar inédito e prêmios em Cannes, Rio quer ser novo polo mundial do cinema (Divulgação)
Após Oscar inédito e prêmios em Cannes, Rio quer ser novo polo mundial do cinema (Divulgação)
Foto: Rolling Stone Brasil

No Festival de Cannes do ano passado, Kleber Mendonça Filho (Bacurau) venceu o prêmio de Melhor Direção por O Agente Secreto, enquanto Wagner Moura (Guerra Civil) levou o prêmio de Melhor Ator pelo mesmo longa — feitos inéditos para o Brasil no festival.

Também impulsionado pelo primeiro Oscar da história do Brasil na categoria de Melhor Filme Internacional, conquistado por Ainda Estou Aqui, o país chega ao Festival de Cannes deste ano cercado de atenção internacional, novos projetos e uma estratégia agressiva para atrair produções estrangeiras.

De acordo com uma reportagem do The Hollywood Reporter, representantes da indústria audiovisual brasileira estão promovendo o Rio de Janeiro nos bastidores do festival francês não apenas como cenário cinematográfico, mas como um futuro polo global de filmagens. "Estamos ansiosos para receber equipes e criativos do mundo inteiro", afirmou Ilda Santiago, diretora-executiva de programação e projetos internacionais do Festival do Rio.

Segundo Ilda, o reconhecimento internacional é resultado de décadas de resistência e amadurecimento da produção brasileira. "O cinema brasileiro passou a ser visto em outro patamar, mas estamos aqui há muito tempo. Vivemos anos difíceis e anos bons, enfrentamos mudanças políticas e desafios internos, mas a criatividade e a vontade de contar histórias nunca desapareceram", afirmou.

Ela acredita que a atual geração de cineastas conseguiu provar que as histórias brasileiras possuem alcance global. "Agora podemos ter mais confiança de que nossas histórias despertam interesse no mundo inteiro."

Brasil chega forte a Cannes

O Brasil também ampliou sua presença industrial em Cannes neste ano. A produtora RT Features lidera parte desse movimento com produções em destaque no festival. Entre elas está La Perra, estrelado por Selton Mello (Anaconda), exibido na Quinzena dos Cineastas. Já na competição principal aparece Paper Tiger, coprodução internacional brasileira dirigida por James Gray (Ad Astra) e estrelada por Adam Driver (Ferrari) e Scarlett Johansson (História de um Casamento).

Além disso, cinco projetos brasileiros em pós-produção foram selecionados para o programa Goes to Cannes, iniciativa apoiada pela RioFilme. Entre os destaques estão a cinebiografia Carolina Maria de Jesus, dirigida por Jeferson De, e o drama ecológico Beyond the Edge.

Aposta em incentivos e estrutura

A estratégia do Rio vai além da valorização artística. A cidade quer se tornar uma alternativa competitiva para grandes produções internacionais, oferecendo incentivos financeiros, infraestrutura e apoio logístico. Segundo dados divulgados pelo setor audiovisual carioca, o Rio recebeu 28 produções internacionais no último ano e concentra parte significativa da arrecadação histórica do cinema brasileiro.

Entre os incentivos está um sistema de cash rebate operado pela RioFilme, que pode devolver até 35% dos gastos realizados na cidade para produções audiovisuais. "Da locação aos estúdios, passando por equipamentos de alto nível: está tudo aqui", afirmou Ilda. "Também podemos considerar acordos especiais de coprodução dependendo do projeto."

O Rio já serviu de cenário para produções internacionais como Velozes e Furiosos 5: Operação Rio e O Incrível Hulk. Além da estrutura, o discurso promovido em Cannes aposta fortemente na identidade cultural da cidade. "Rio sempre esteve no coração do cinema brasileiro", destacou Ilda, citando a importância da cidade durante o movimento Cinema Novo, nos anos 1960.

Segundo ela, o contraste social, a diversidade cultural e o reconhecimento mundial das paisagens cariocas transformam o Rio em um espaço cinematográfico único. "A cidade desperta paixão e fantasia no mundo inteiro. Nossa meta é fazer do Rio um polo preferencial do audiovisual, da mesma forma que já somos uma referência mundial do cinema brasileiro", concluiu.

Fonte: THR

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