Cristina Clemente, tabeliã, explica a melhor maneira de administrar heranças entre irmãos: 'Estaremos economizando uma escritura com o imposto correspondente'
Um especialista desmistifica um dos erros mais comuns ao receber uma herança nas redes sociais e explica por que a pressa pode ser muito prejudicial
A herança é um dos assuntos que todos acabamos enfrentando mais cedo ou tarde, porém raramente conseguimos administrar como gostaríamos. Além dos procedimentos legais e das emoções que geralmente acompanham esse processo, existe um mar de dúvidas, confusão e, acima de tudo, ideias pré-concebidas que acabam nos custando caro.
Quando os pais morrem e deixam uma ou mais propriedades, a maioria dos irmãos sentem que estão contra o relógio e que têm que resolver tudo com urgência e de, de alguma forma, precisam agir imediatamente. Precisamente sobre isso, a tabeliã Maria Cristina Clemente publicou um vídeo nas suas redes sociais demonstrando um mito muito comum a respeito das heranças, explica porque esse estresse que sentimentos ao receber uma herança nem sempre é justificado.
O erro que cometem a maioria dos irmãos
"Quando os pais falecem e há vários irmãos, muitos pensam que têm apenas seis meses para aceitar a herança e dividi-la às pressas, fragmentando os bens". Para esta especialista, isso é um erro.
No nosso país, quando não há testamento, a família precisa abrir em até 60 dias o inventário. Embora, o ITCMD (Imposto Sobre Transmissão Causa Mortis e Doação) deva ser pago, em geral, em até 180 dias após o falecimento, a legislação civil não prevê um prazo para a aceitação expressa da herança, e se um herdeiro ficou de fora da divisão de bens, por qualquer motivo, ele tem até 10 anos para ir atrás dos seus direitos. Sempre contando a partir da data do óbito.
Essa diferença nos pra...
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