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The Walking Dead S09E05: Rick Grimes e os fantasmas do passado e do futuro

Nossa análise do episódio de despedida de Andrew Lincoln.

5 nov 2018
11h50
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ATENÇÃO! Contém spoilers do episódio 5 da 9ª temporada de The Walking Dead, "O que vem depois"

Foto: Jackson Lee Davis/AMC / AdoroCinema

É um novo fim e um novo começo para The Walking Dead. O quinto episódio da temporada nove da série zumbi, fenômeno da AMC e da Fox, foi marcado por emocionantes retornos para a despedida oficial de Andrew Lincoln da série, mas também deu abertura para uma nova história e um futuro mais fresco para a produção.

Recorrendo à nostalgia, o episódio "O que vem depois" faz várias menções ao piloto e vai sem dó no coração dos fãs, trazendo de volta Sasha (Sonequa Martin-Green), Hershel (o saudoso Scott Wilson) e Shane (Jon Bernthal) na jornada de Rick em busca de sua família. Os momentos, que tratam-se de alucinações do protagonista, têm um propósito maior do que apenas emocionar: eles explicitam que esta saída do Rick é algo que já estava em curso há muito mais tempo do que se imagina — e o final do episódio deixa este fato ainda mais claro.

É interessante notar que há um primor na construção do episódio, tratando-se especificamente da narrativa, há muito não visto em The Walking Dead. Tudo que estava em curso desde o início da temporada culmina aqui: a ponte, a raiva inerente de Maggie, a diferença na visão de mundo entre Rick, Daryl (Norman Reedus) e Maggie (Lauren Cohan), Judith como o futuro desta população. E, é claro, a existência do misterioso helicóptero.

Desta forma, o episódio se destaca por não ser exageradamente trágico ou dramalhão — em momento algum ele força ser emotivo, apesar de as referências às temporadas anteriores serem eficientes chamarizes dramáticos, e por isso trata-se de um episódio extremamente correto e feliz no que se propõe a fazer. As cenas entre Maggie e Michonne e Maggie e Negan, particularmente, são as de maior extensão e importância, pois recolocam os arcos narrativos no lugar e abrem espaço para que Michonne assuma efetivamente um posto de liderança.

A surpresa fica realmente para o final, quando é revelado que Rick sobrevive. Trata-se de um desenvolvimento estratégico, que pauta o futuro do universo em expansão de Walking Dead. Por um lado, nunca havia sido afirmado especificamente que Rick iria morrer, apesar de ser o que estava subentendido. Mas a escolha caminha no limiar entre a esperteza — de utilizar a história do protagonista para catapultar outro projeto — e a crueldade — de fazer os fãs acreditarem em uma morte que não ocorreu, em uma real enganação. A certeza é que, se o episódio queria causar, obteve sucesso.

No geral, a nona temporada de The Walking Dead está se provando ser realmente o fôlego de que a história precisava, com arcos narrativos mais enxutos e melhor aproveitamento dos personagens mais interessantes. Infelizmente, a audiência em queda mostra que este despertar veio tarde demais. Resta esperar para ver quem vai se destacar na ausência de Rick. E que venham os Sussurradores.

AdoroCinema
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